Em 1968, em meio ao período da ditadura militar no Brasil, a Rádio Aparecida viveu um dos momentos mais marcantes de sua história. A emissora enfrentou a censura do regime após ser retirada do ar por 24 horas, sob a acusação de ter transmitido um conteúdo considerado subversivo. No entanto, o texto lido durante a programação era, na verdade, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, apresentada no programa “Os Ponteiros Apontam para o Infinito”, do padre Vítor Coelho de Almeida.
Mesmo diante das restrições impostas pelo contexto político da época, a Rádio Aparecida manteve seu compromisso com a evangelização, a informação e o serviço ao povo brasileiro. O episódio da censura tornou-se um símbolo da importância da liberdade de expressão e do papel da comunicação comprometida com valores humanos e cristãos.
Ao mesmo tempo em que enfrentava desafios, a emissora também dava passos importantes rumo ao crescimento. Em fevereiro de 1969, foi lançada a pedra fundamental do novo prédio da Rádio, marcando oficialmente o início de um projeto de expansão e modernização próximo ao Santuário Nacional. Mais do que uma obra física, o gesto representava esperança e confiança no futuro da missão da rádio.
No Especial dos 75 anos dessa semana, vamos recordar esses dois momentos marcantes: a censura sofrida em 1968 e o significado da pedra fundamental da nova sede, episódios que ajudam a contar a trajetória de resistência, crescimento e compromisso da emissora com a comunicação e a evangelização.
Confira na íntegra: