Depois de Pentecostes, celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade. A liturgia da Palavra neste domingo nos apresenta um trecho do Êxodo sobre as novas tábuas da Lei, depois a Carta de São Paulo aos Coríntios com recomendações de fraternidade e, por fim, o Evangelho de João com parte do diálogo entre Jesus e Nicodemos.
“Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3,16)
A partir disso, somos convidados a refletir, na série Domingo com o Senhor, sobre o mistério central da nossa fé: a Santíssima Trindade. Todas as vezes que dizemos “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, fazemos reverência a Deus uno e trino. Em sua reflexão, o missionário redentorista Pe. Guilherme Viana, C.Ss.R., afirma:
“Chamamos de mistério não porque seja algo confuso ou irracional, mas porque é uma verdade que não conseguimos esgotar com nossa razão.”
Compreendemos ainda mais a profundidade da Santíssima Trindade a partir do que afirma o Catecismo da Igreja Católica: ela é a fonte de todos os outros mistérios e o ensinamento mais fundamental das verdades da fé.
“Toda a história da salvação não é senão a história do caminho e dos meios pelos quais o Deus verdadeiro e único, Pai, Filho e Espírito Santo, Se revela, reconcilia consigo e Se une aos homens que se afastam do pecado” (CIC 234).
Trindade, um mistério de amor
O Evangelho nos fala do amor de Deus pelo mundo e o Pe. Guilherme nos leva a refletir que tudo começou pelo amor. Talvez não consigamos compreender plenamente, pela razão, como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um só Deus, mas podemos experimentar esse amor que foi se revelando à humanidade pouco a pouco.
Como aplicar em minha vida
Hoje, a liturgia nos recorda que o mundo foi profundamente amado por Deus, a ponto de entregar seu próprio Filho. Diante disso, somos convidados a assumir novamente esta verdade: “Eu sou amado(a) por Deus dessa maneira.”