Santuário de N.S.P.S. de Campos: 30 anos de sua titulação

Da chegada dos missionários redentoristas em 1923 ao reconhecimento oficial em 1996, a história do santuário revela fé, tradição e serviço à comunidade campista
Imagem Santuario Campos dos Goytacazes do artigo 100 anos da Casa da Imaculada Conceição de Campos dos Goytacazes

Da chegada dos missionários redentoristas em 1923 ao reconhecimento oficial em 1996, a história do santuário revela fé e tradição em Campos dos Goytacazes (RJ)

A história dos redentoristas em Campos dos Goytacazes, norte do Rio de Janeiro, se confunde com a história da ereção canônica da própria diocese campista.

Passado apenas um ano desde que a diocese de Campos havia sido instalada, os redentoristas aportam na planície goitacá.

Era o ano de 1923 quando alguns missionários holandeses passaram a residir na Igreja de São Francisco e desde este lugar, passaram a atender pastoralmente toda a região.

Com eles, veio a tiracolo, o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que logo ocupou o coração piedoso e católico do povo campista.

Maria, com seu semblante sereno e olhar penetrante, tendo no colo Jesus Menino, passou a ser venerada com muito amor e devoção, em novenas semanais e belíssimas festas.

O final da década de 1940 trouxe aos redentoristas um grande desafio: era preciso construir um convento e uma igreja onde os missionários pudessem morar e atender o povo.

3 pedidos de São João Paulo a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Amparados pelo povo de Deus, com muitas doações e festas beneficentes, os redentoristas encabeçaram um projeto ousado de construção de um grande edifício e um linda igreja: na rua do Leão nascia uma igreja onde o amor de Jesus e de Maria iriam irradiar bênçãos para toda a cidade.

E desde cedo, de modo carinhoso e informal, a igreja do convento converteu-se no santuário da Mãe do Perpétuo Socorro.

Mas foi somente algumas décadas depois que a igreja do convento passou a ser oficialmente um santuário mariano diocesano.

As primeiras tratativas começaram ainda com Dom João Corso, que entregou o pastoreio da diocese em 1995.

No ano seguinte, já sob o pastoreio de Dom Roberto Gomes Magalhães, recém escolhido novo bispo, os redentoristas receberam a notícia que tanto esperavam: a igreja do convento, o santuário que o povo sempre amou, seria então conhecido oficialmente como um lugar de especial devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Assim, no dia 07 de maio de 1996, sob a reitoria do padre José Raimundo Vidigal, dom Roberto celebrava missa solene na igreja e entregava o título de santuário para a igreja conventual dos redentoristas.

No documento oficial, o bispo destaca a importância de um santuário para a acolhida do povo, para a celebração da Eucaristia e para o derramamento da misericórdia do Coração de Jesus.

Hoje, passado 30 anos, o santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Campos continua irradiando por toda a região o carinho materno da mãe de Jesus e sendo farol a iluminar o coração devoto do povo campista.

Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro entregue aos redentoristas

WhatsApp
Telegram
Facebook
X
LinkedIn

Leia Também