Regina Caeli: viver a fé no encontro com o Ressuscitado

Neste segundo Domingo da Páscoa, dedicado à Divina Misericórdia, o Papa Leão XIV reflete a aparição de Jesus Ressuscitado e o encontro pessoal com Cristo. Leia!
Imagem papa no regina de coeli de 14 de abril de 2026 do artigo Regina Caeli: viver a fé no encontro com o Ressuscitado

No Regina Caeli, o Papa Leão XIV convida os fiéis a refletirem sobre a fé de Tomé, a importância da Eucaristia dominical e o encontro com o Cristo ressuscitado

No Regina Caeli deste domingo (12), o Papa Leão XIV refletiu sobre o Evangelho da aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos, destacando o caminho da fé e o encontro pessoal com Cristo.

O episódio acontece oito dias após a Páscoa, quando a comunidade dos discípulos está reunida. Segundo o Pontífice, é nesse contexto que Tomé encontra o Senhor ressuscitado, que o convida a ver os sinais dos pregos e a tocar a ferida do seu lado, conduzindo-o à fé. Diante disso, o apóstolo proclama uma das mais belas profissões de fé do Evangelho: “Meu Senhor e meu Deus!”(Jo 20,28).

“É uma cena que nos faz refletir sobre o nosso encontro com Jesus ressuscitado. Onde encontrá-lo? Como reconhecê-lo? Como acreditar? “, afirmou.

A fé precisa ser alimentada

O Papa destacou ainda que acreditar nem sempre é fácil. Não foi para Tomé e não é para os cristãos de hoje. De acordo com o Santo Padre, a Igreja convida, a cada domingo, os fiéis a se reunirem para celebrar a Eucaristia, seguindo o exemplo dos primeiros discípulos.

“É claro que nem sempre é fácil acreditar. Não foi fácil para Tomé e também não o é para nós. A fé precisa de ser alimentada e sustentada. Por isso, no “oitavo dia”, isto é, todos os domingos, a Igreja convida-nos a fazer como os primeiros discípulos: a reunirmo-nos e a celebrarmos juntos a Eucaristia”, acrescentou.

VATICAN MEDIA
Praça São Pedro no Regina Caeli deste Domingo da Divina Misericórdia (VATICAN MEDIA)

A Eucaristia como centro da vida cristã

Além disso, o Santo Papa reforçou que a Eucaristia dominical é essencial para a vida cristã. Como exemplo, recordou o testemunho dos mártires de Abitene, que preferiram entregar a própria vida a renunciar à celebração do Dia do Senhor, afirmando que não podiam viver sem a Eucaristia.

Diante da oferta de terem a vida poupada, desde que renunciassem à celebração da Eucaristia, responderam que não podiam viver sem celebrar o Dia do Senhor. É ali que a nossa fé se alimenta e cresce. É ali que os nossos esforços, ainda que limitados, por graça de Deus se fundem como ações dos membros de um único corpo”, relatou.

A reflexão sobre este Domingo da Divina Misericórdia, portanto, nos leva à celebração do fortalecimento da fé e da união com a missão de levar ao mundo sinais da presença do Ressuscitado, por meio da misericórdia, da paz e da caridade.

“É através da Eucaristia que também as nossas mãos se tornam “mãos do Ressuscitado”. Nos sinais do trabalho, dos sacrifícios, da doença, do passar dos anos, que frequentemente nelas ficam gravados, tal como na ternura de uma carícia, de um aperto de mão, de um gesto de caridade”, pontuou.

Na ocasião, o Pontífice saudou os fiéis de diversas partes do mundo, manifestando ainda sua proximidade aos povos que sofrem com a guerra, especialmente o povo ucraniano, libanês e sudanês, renovando seu apelo pela paz e pelo fim dos conflitos.

Por fim, acolheu com alegria os que estavam na Praça São Pedro, saudando os romanos e peregrinos, em particular os fiéis que celebraram o Domingo da Divina Misericórdia no Santuário de Santo “Spirito in Sassia”, além da “Musikverein Kleinraming”, da Diocese de Linz, na Áustria, os fiéis vindos da Polônia, os jovens do “Collège Saint Jean de Passy”, de Paris, os participantes do Movimento dos Focolares, a peregrinação da comunidade de “San Benedetto Po e os crismandos de “Santarcangelo di Romagna e San Vito”.

Ao concluir o Regina Caeli, o Santo Padre pediu oração dos fiéis para uma viagem apostólica de 10 dias que fará em quatro Países africanos: Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

LEIA + Domingo com o Senhor: a aparição de Jesus Ressuscitado!

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