Excesso de telas e vídeos curtos prejudica a saúde e desempenho das crianças

O "TJ Aparecida" apresenta uma reportagem sobre como o consumo de vídeos rápidos podem causar ansiedade e afetar o comportamento de crianças.
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O formato de vídeos rápidos pode causar ansiedade e irritabilidade

O consumo excessivo de vídeos curtos em plataformas como TikTok, Instagram e YouTube pelas crianças tem gerado preocupação entre especialistas e familiares. Estudos recentes apontam que o contato frequente com conteúdos curtos pode impactar a capacidade de concentração das crianças, além de influenciar o desempenho escolar e aspectos emocionais, como ansiedade e irritabilidade.

Em entrevista ao TJ Aparecida, a psicopedagoga e escritora infantil Paula Furtado explicou que o formato acelerado desses vídeos interfere diretamente na forma como o cérebro infantil processa estímulos.

“O contato com vídeos rápidos treina o cérebro para recompensas muito imediatas. Na verdade, para a escola, o dia a dia, para o treino de saber esperar e ouvir com atenção, precisa trabalhar a atenção sustentada. Que é tudo que esses conteúdos não estimulam”, afirmou.

Hoje em dia, o contato de crianças com a tecnologia é mais frequente e, por conta disso, os pais e responsáveis devem possuir um limite ou monitoramento para as telas. E sempre ficar atentos aos sinais comportamentais:

“A criança fica muito irritada quando tira o celular dela, que está sem paciência para escutar ou ouvir uma frase até o final sem esperar a vez dela de falar. Então, pode até ter o contato com a tela, mas desde que seja um tempo mais limitado, o conteúdo supervisionado, isso tudo é muito importante para manter e continuar trabalhando a atenção da criança. Assim, não prejudicá-la por conta do excesso de tela”, complementou.

Apesar dos riscos, a especialista reforçou que não é necessário proibir totalmente a tecnologia, mas sim estabelecer critérios claros de uso. Além do tempo de tela, deve oferecer conteúdo mais rentáveis para o desenvolvimento infantil, assim como ter mais tempo de qualidade entre a família, como assistir a um filme.

O que fazer na prática:

  • Estabelecer limites claros de tempo de uso diário;
  • Supervisionar e selecionar os conteúdos acessados;
  • Evitar usar o celular como forma de acalmar ou distrair automaticamente;
  • Estimular brincadeiras offline, como jogos de tabuleiro, leitura, jogos de cartas e memória;
  • Promover momentos de convivência em família;
  • Participar de programações que ofereçam diálogos sobre o conteúdo.

Acompanhe abaixo a reportagem completa com mais informações e detalhes sobre o assunto:

“TJ Aparecida”, de segunda a sexta-feira, às 16h45

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