O sistema Cantareira, maior produtor de água da Região Metropolitana de São Paulo, completou uma semana com o volume útil reservado abaixo dos 20%. A situação, se mantida até o fim de janeiro, limita a retirada de água de uma das principais fontes de abastecimento de São Paulo e da região metropolitana e ajuda a ilustrar o problema de escassez hídrica enfrentado pela população.
Dados do painel da Sabesp de ontem indicavam 19,3% de volume útil reservado, menos da metade do verificado no mesmo dia do ano passado, de 50,5%.
Se o nível do Cantareira continuar abaixo dos 20% até o fim de janeiro, a limitação para retirada de água aumenta em fevereiro, caindo dos atuais 23 mil litros por segundo para 15,5 mil litros por segundo. Essa seria a faixa especial, o quinto e pior cenário de armazenamento.
Desde o final de setembro, o Cantareira opera com volume útil abaixo de 30%, chegando a cair para a casa dos 19% na primeira quinzena de dezembro.
O sistema não registrava índices tão baixos desde a crise hídrica que ocorreu de 2014 a 2016. Para efeito de comparação, a chuva de 134 milímetros em dezembro no Cantareira ficou abaixo dos 177 milímetros registrados no mesmo mês na capital paulista.
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