Cardeal Dom Américo Aguiar destaca o protagonismo laical

Cardeal Américo Aguiar fala sobre o caminho sinodal percorrido por sua diocese e a importância da compreensão do que é sinodalidade.
Imagem Dom Americo Aguiar JMJ do artigo Cardeal Dom Américo Aguiar destaca o protagonismo laical

Em entrevista, o Bispo de Setúbal, falou sobre o caminho sinodal em sua diocese

Você já deve ter visto alguns conteúdos falando sobre sinodalidade aqui no A12, e já deve ter compreendido o que é esse “caminhar juntos”, que a Igreja nos pede. Mas se ainda não compreender, sugiro que acesse nossa página especial sobre o tema, no botão ao final desse post.

Você sabe o que significa sinodalidade?

A Sinodalidade é um convite para caminharmos juntos como a verdadeira Igreja de Cristo, uma comunidade que prega e pratica o Evangelho, escutando e acolhendo o irmão.

É importante que cada cristão realmente compreenda e viva esse caminho sinodal, e para isso o A12 produz conteúdos que esclarecem o tema, e também traz conteúdos que foram destaques em outros países, como, por exemplo, a entrevista do Bispo de Setúbal, Portugal, o Cardeal Américo Aguiar.

Em sua entrevista para o podcast “No coração da esperança”, da Rede Sinodal em Portugal, ele destacou a importância do método sinodal e mencionou algumas ações de sua diocese.

Ao ser questionado sobre seu entendimento do Documento Final do Sínodo e das Pistas para a implementação do Sínodo, ele afirmou:

“Estamos a fazer um caminho, estamos a caminho e fomos provocados para fazer o caminho juntos: uns com os outros. Não numa corrida de fundo isolada, mas cada vez mais termos consciência de que fazemos caminho como povo”.

Olhando para sua diocese, o Bispo destacou algumas ações sinodais que já estão sendo realizadas, como a Comissão Sinodal Diocesana, formada por um sacerdote e três leigos, com protagonismo laical.

“E sou muito grato por isso, que temos de ter consciência que os leigos têm vida para além da participação nestas coisas que a Igreja lhes pede. E estivemos reunidos há dias para preparar aquilo que serão os próximos passos.”

Além disso, explicou que pediu uma revisão e projeção dos próximos passos da sinodalidade na Diocese de Setúbal.

“É assim, eu quero meter-me o menos possível nestas fases. Acho que é mais puro que venha ter ao bispo o diamante lapidado, porque eu acho que é do que se trata. Isto que se está a fazer, com imprescindível protagonismo laical […] Mas eu acho que é muito importante nós permitirmos que o diamante seja lapidado, e tenha ganho valor exatamente por isso.”

O Cardeal também falou sobre a fase de implementação que a Igreja vive e destacou o caminho sinodal em Portugal.

“Mas eu temo muito, às vezes, que nos distraiamos demasiado com uma tentativa de tornar a sinodalidade uma cátedra da faculdade, não sei de quê. E eu acho que isto não é propriamente a urgência. É preciso sistematizar, é preciso aprofundar, é preciso refletir.”

E, por fim, enfatizou que é importante lembrar que não devemos achar que somos donos da Sinodalidade, que devemos viver à luz do Espírito Santo.

“O Espírito Santo, Deus, Jesus. Eles são os donos do caminho. São eles que nos inspiram, que nos projetam, que nos provocam e, por isso, em primeiro lugar, temos que dar graças a Deus.”

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