Papa Leão XIV ressaltou o valor espiritual da obra de Santo Afonso, afirmando que a consciência da morte liberta do supérfluo
Santo Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação Redentorista e Doutor da Igreja, é reconhecido mundialmente pela sua vasta produção literária.
Seus livros abrangem desde questões teológicas até a espiritualidade devocional, oferecendo um caminho para a santidade.
Dentre as obras mais conhecidas de Santo Afonso, a “Teologia Moral” e “Glórias de Maria” se destacam. Porém, dentre suas 123 publicações, um livro chama bastante atenção: “Preparação para Morte”.
Santo Afonso usou da escrita para levar pregação onde não chegava com a Palavra
Meditação sobre a finitude da vida
Escrita em 1758, “Preparação para Morte” é um tratado de meditações sobre a brevidade da vida humana.
O objetivo de Santo Afonso não é amedrontar o leitor, mas usar a reflexão sobre a finitude como forma de discernimento e instrumento de conversão.
Esse confronto de ideias proposto é um convite a reavaliar prioridades e a investir tempo no que realmente tem valor.
Dessa forma, o santo instiga uma vida autêntica, demonstrando a necessidade de amar a Deus sobre todas as coisas.
A grande relevância desse livro foi destacada durante uma fala do Papa Leão XIV durante uma Audiência Geral na quarta-feira (10).
O Santo Padre ressaltou o valor espiritual da meditação sobre a morte. Em suas palavras:
“Saber que ela existe, e sobretudo meditar sobre ela, ensina-nos a escolher o que realmente queremos fazer com a nossa vida”.
Ao citar essa passagem, o Papa destaca que ter consciência sobre a morte ajuda a libertar do que é supérfluo. Essa atitude agrada o Reino dos Céus e é o segredo para viver autenticamente.
O legado literário de Santo Afonso Maria de Ligório converge para um único ponto: a busca por uma vida cristã vivida com autenticidade, discernimento e foco nas realidades eternas.
Fonte: Vatican News