Muitas vezes nos sentimos distantes da nossa vocação, sobretudo por não nos sentirmos dignos ou preparados para este ou aquele convite que o Senhor nos faz.
Entretanto, devemos sempre levar em conta que Deus tem seus critérios de escolha, que são diferentes dos nossos. Assim foi com aquele que escolheria para ser o pai adotivo de seu filho Jesus. São José era um homem simples, exercendo o trabalho de carpinteiro, na fabricação e no concerto dos utensílios de madeira. Não só isso, diz a Sagrada Escritura que foi um homem justo, sendo descendente da Tribo de Davi.
Enxergamos na vocação de São José o que Deus pede a cada um de nós, quando nos chama: viver com simplicidade o respeito e, sobretudo, o cuidado fraterno uns com os outros. Ao olharmos a vida de São José, podemos nos lembrar dos tantos episódios desafiadores que teve de enfrentar a fim de ser o guarda providente da Sagrada Família, como por exemplo a fuga para o Egito: dias e noites no deserto, com intempéries do clima, correndo perigos. E mesmo assim, São José não desistiu e seguiu sua função de ser o protetor de Jesus e Maria.
Santo Afonso, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, em toda a sua vida nutriu um belíssimo amor ao pai adotivo de Jesus, herança que recebeu das leituras de Santa Teresa de Ávila. Dizia Santo Afonso que São José havia alcançado a santidade também por sua simplicidade e cuidado para com a Sagrada Família. Portanto, que a exemplo de São José, e amparados por sua intercessão, sejamos, por meio da nossa vocação, cuidadores dos nossos irmãos e irmãs que sofrem.