O documento fala sobre as consequências dos últimos desastres naturais, além de chamar a atenção para as queimadas
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), publicou, na última sexta-feira (20), uma nota sobre os eventos climáticos extremos, que assolam não só o Brasil, mas o mundo todo.
Só neste ano, o sul do país enfrentou fortes chuvas e inundações catastróficas e diversas outras regiões passam por um período duro de secas, além do aumento de queimadas em grandes proporções que prejudicam o solo, a fauna e o ar.
No documento, a CNBB aponta que “a gravidade deste momento exige de todos coragem, sensatez e pronta correção de rumos”. E chama a atenção para as alterações no clima, que ultimamente tem mudado numa velocidade impressionante.
“Aproximando-nos da festa de São Francisco de Assis, somos instados a reconhecer o momento crucial e decisivo para a proteção do equilíbrio ambiental e climático em todo planeta”.
É preciso cuidar do meio ambiente, desse bem precioso que Deus nos deu. É um dever de todos, mas é dever ainda mais dos cristãos, cuidar da Casa Comum, cuidar dos povos, cuidar de todos.
“Cientistas alertam que caminhamos para um “ponto de não retorno”! O Papa Francisco clama com urgência para ações efetivas de prevenção, mitigação e reparação da violência que estamos infligindo ao Planeta, quando diz: com o passar do tempo, entretanto, dou-me conta de que não estamos reagindo de modo satisfatório, pois este mundo que nos acolhe está se desfazendo e, talvez, aproximando-se de um ponto de ruptura”.
Todos devemos aprender a cuidar do meio ambiente, assim como os povos indígenas cuidam. São eles que podem nos ensinar a maneira correta de cuidar daquilo que só nos traz benefícios. A nota ainda lembra que: “os povos e as comunidades que mais demonstram habilidade e cuidado na proteção dos biomas são, paradoxalmente, os mais ameaçados e desconsiderados”.
O documento ainda aponta a urgência dos poderes públicos adotarem medidas rápidas para enfrentar os eventos climáticos e garantir o cumprimento da legislação, fiscalização e punição dos culpados, além de garantir o investimento em prol de políticas ambientais que promovam os direitos de toda Criação.