Católico pode praticar artes marciais?

Em clima de Jogos Olímpicos, tiramos esta dúvida para você a respeito das artes marciais!
Imagem Judo nas Olimpiadas do artigo Católico pode praticar artes marciais?

Ética, moral, espiritualidade devem ser sempre vistos antes de iniciar tradicional modalidade

Considerada como atividade física, um esporte, uma forma de defesa pessoal ou mesmo um lazer, as artes marciais se transformaram ao logo da história e hoje são praticadas por muitas pessoas e proporcionam muitos benefícios aos seus praticantes.

De forma simples, são práticas corporais que envolvem técnicas de luta, combate e que relacionam aspectos físicos e mentais dos praticantes.

As origens das artes marciais são diversas. O surgimento da modalidade se relaciona a diferentes fatores, tais como método de defesa e combate em conflitos, forma de resistência a um grupo opressor, bem como mecanismo de manutenção de determinada identidade coletiva.

Os fundamentos, técnicas e características são diferentes de acordo com o tipo de arte marcial. Ao longo dos últimos anos, ocorreu um processo de profissionalização como esporte e diversos campeonatos são transmitidos pelos meios de comunicação.

Algumas das principais artes marciais que existem no Brasil e no mundo são o jiu-jítsu, judô, caratê, capoeira, MMA (artes marciais mistas), boxe, taekwondo, kung fu, muay thai, entre outras.

Sendo católico, posso praticar esta arte?

Para explicar esta dúvida, vamos nos basear em três aspectos: a prática de um esporte em geral, o aprendizado de técnicas de autodefesa e a questão das artes marciais de origem oriental.

A respeito do primeiro aspecto, enquanto mera atividade esportiva e desde que fique nesse âmbito, a prática das artes marciais não apresenta maior dificuldade, porque elas se assemelham a outras formas ocidentais de esportes de combate, que é lícito praticar desde que não haja risco desproporcionado para a vida ou a integridade física dos esportistas.

Do segundo ponto, a Doutrina da Igreja diz que é permitido para qualquer pessoa o aprendizado de técnicas de defesa pessoal, algo cada vez mais necessário por causa do aumento de todo tipo de violência na sociedade atual.

O Catecismo da Igreja Católica explica, nos parágrafos 2263-2265, a questão da legítima defesa.

“Se, para nos defendermos, usarmos duma violência maior do que a necessária, isso será ilícito. Mas se repelirmos a violência com moderação, isso será lícito. E não é necessário à salvação que se deixe de praticar tal ato de defesa moderada para evitar a morte do outro: porque se está mais obrigado a velar pela própria vida do que pela alheia”.

Portanto, é lícito uma pessoa aprender técnicas muito eficazes de defesa pessoal para proteger a integridade física, a honra ou os bens próprios, ou do próximo.

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Agora, a principal preocupação da Igreja é a respeito da arte marcial como técnica de desenvolvimento espiritual, por isso até explicamos a origem das artes marciais no Oriente.

No nome original de algumas artes (judô, taekwondo) , encontrarmos o ideograma “do”, que significa o caminho, a via, a rota. Trata-se da via espiritual seguida pelo praticante de uma arte marcial para o desenvolvimento integral de sua pessoa. No fundo, é um modo de vida apresentado como ideal por um mestre-guru, que a pessoa aceita seguir para tornar-se um homem de caráter, um justo dotado de princípios e convicções que respeita a natureza de sua humanidade.

Aí vem a resposta para a pergunta: não é recomendada a prática se a academia ou instituição colocar filosofias influenciadas por outras doutrinas religiosas que não condizem com nossa fé católica. Em outras palavras, é possível praticar a arte marcial como esporte, como técnica de autodefesa e não ter nenhuma doutrina contrária ao Cristianismo nos ensinamentos.

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Outro conselho é procurar modalidades que ensinam coragem, disciplina, respeito e a lealdade, e não práticas que somente são baseadas na desonestidade e na extrema violência, como as artes marciais mistas, conhecidas como MMA por causa da agressividade dos golpes e sequelas deixadas nas pessoas (ferimentos graves, fraturas, transtornos neurológicos e até mesmo a morte). Pela violência desse esporte, pela forma de vencer lesando o outro, pelas graves sequelas que possivelmente ficam a curto e em longo prazo, podemos afirmar que a prática é imoral.

Há uma obrigação certa para todos nós católicos, do Oriente e do Ocidente: o dever de abrir os olhos para a crescente infiltração das doutrinas contrárias ao catolicismo, inclusive em nossas paróquias. E que sempre antes de fazer algum esporte, questionemos quais valores éticos e cristãos estão presentes? E deixando sempre claro que na casa do Pai há muitas moradas, mas que o único Caminho para nos santificarmos e chegarmos até ela é Jesus Cristo, Nosso Senhor, uma vez que ninguém vai ao Pai senão por Ele (Jo 14, 6).

Quando se respeita com cuidado o teor religioso e moral do desporto, ele deve entrar na vida do homem como elemento de equilíbrio, de harmonia e de perfeição, e como ajuda eficaz para o cumprimento dos outros deveres. Baseai, portanto, a vossa alegria na prática correta da ginástica e do desporto. Levai para o meio do povo a sua benéfica corrente para que prospere cada vez mais a saúde física e psíquica e se fortifiquem os corpos ao serviço do espírito; acima de tudo, enfim, não esqueçais, no meio da agitada e inebriante atividade esportiva, aquilo que na vida vale mais que todo o resto: a alma, a consciência e, no vértice supremo, Deus, disse o Papa Pio XII, em novembro de 1952.

Católico pode acreditar em signo?

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