Uma oração para pedir a graça de saber rezar para Deus
O Catecismo da Igreja Católica diz que a oração “é a vida do coração novo” e é a lembrança de Deus, ou seja, funciona como um relógio que nos desperta para a memória do coração; nosso com o de Deus.
“Devemos lembrar-nos de Deus com mais frequência do que respiramos”, dizia São Gregório Nazianzeno.
Ainda segundo o Catecismo existem três tipos de oração: vocal, meditação e contemplação.
A Vocal é a oração baseada em fórmulas litúrgicas, como a Ave-Maria, o Pai-Nosso, jaculatórias, etc. Meditação é também chamada de oração mental, que é quando nos posicionamos em pensamentos e palavras espontâneas diante de Deus. Contemplação é tão somente olhar para Cristo, como na Adoração Eucarística. É o olhar da fé fixo em Jesus.
É comum muitas pessoas dizerem que não sabem o que falar a Deus num momento de oração, sem as fórmulas. Por isso, neste texto vamos nos concentrar em falar da oração mental, a de meditação.
Por que buscar uma vida de oração?
Santo Afonso como mestre da oração pode nos ensinar como adquirir intimidade com Deus através da oração mental.
O “Doutor da Igreja” entendia que a oração mental era um meio eficaz de salvação por mostrar a “disposição do coração para a oração”.
Outra frase que o santo repetia insistentemente era: “quem reza se salva, quem não reza se condena”, isso para dizer que a oração abria as portas para a cura, a libertação e a restauração almejada.
O Espírito Santo é um aliado nesta caminhada de fé para Santo Afonso. Para o Espírito de Deus, ele escreveu uma oração pedindo para que lhe concedesse o dom da oração mental ou de rezar bem diante de Deus.
Se você quer crescer na meditação e na proximidade com Deus, reze com confiança a oração de Santo Afonso:
Ó Santo e Divino Espírito,
não quero mais viver para mim mesmo;
em Vos amar e agradar
quero empregar tudo o que me resta da vida.
Com este fim, Vos peço
que me concedais o dom da oração mental.
Vinde a meu coração, ensinai-me vós mesmo
a praticá-la como se deve.
Dai-me a força de não deixá-la por tédio no tempo da aridez;
dai-me o espírito de oração,
isto é, a graça de sempre orar e de fazer aquelas orações
que sejam mais agradáveis ao vosso divino Coração.
Por meus pecados me havia perdido;
mas por tantos sinais de vossa ternura,
reconheço que quereis a minha salvação e santificação.
Quero santificar-me para Vos agradar
e amar mais a vossa infinita bondade.
Amo-vos, ó meu soberano Bem, meu amor, meu tudo,
e porque Vos amo, dou-me todo a Vós.
Ó Maria, minha esperança, protegei-me. Amém!