Escrito por: Margareth Maria da Silva
O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que, na vida consagrada, os fiéis de Cristo se propõem, sob a moção do Espírito Santo, a seguir a Cristo mais de perto, doar-se a Deus amado acima de tudo e, procurando alcançar a perfeição da caridade a serviço do Reino, significar e anunciar na Igreja a glória do mundo futuro (CIC 916).
São exemplos de vida consagrada a vida eremítica, as virgens e as viúvas consagradas, a vida religiosa, os institutos seculares, as sociedades de vida apostólica.
Maria é modelo da vida consagrada por suas virtudes e serviço, por seu silêncio e comunhão com Deus, por seu amor e compromisso com os pobres, e por seu itinerário de fé e discipulado.
“Sendo Maria, em virtude da eleição divina, a Mãe do Filho consubstancial ao Pai e “cooperadora generosa” na obra da Redenção, ela tornou-se para nós “mãe na ordem da graça”. Essa função constitui uma dimensão real da sua presença no mistério salvífico de Cristo e da Igreja.” (RM 38)
A vida de Maria não foi como água parada de um rio sossegado e protegido, foi como um constante andar sobre as águas.
No cotidiano da vida consagrada muitos desafios parecem paralisar a missão, a doação de si, e impedem que o encontro pessoal com Jesus, de olhos abertos e coração palpitante, aconteça e alimente a caminhada.
Nesse momento, é preciso olhar para a vida da mãe de Jesus, que com José, seu esposo, teve a coragem e a força para voltar três dias para reencontrá-lo no templo (Lc 2,41-52). E seguindo seu exemplo, fazer o mesmo, retomando a vida de oração e de reflexão, seguir em frente na vocação, pois “é ela, Maria, quem brilha diante dos nossos olhos como imagem acabada e fidelíssima do seguimento de Cristo”. (DAp, n. 270).