Com o lema “ Corações ardentes, pés a caminho”, a Igreja Católica no Brasil nos convoca a celebrarmos o terceiro Ano Vocacional.
Este lema nos recorda a caminhada dos discípulos de Emaús: enquanto caminhavam com Jesus Cristo, seus corações “ardiam”.
A Santa Igreja, com este lema, nos provoca a uma caminhada de fé. Todavia, não basta apenas caminhar, mas é preciso sentir e ter a certeza de que, neste caminhar, o Senhor caminha conosco.
Esta provocação da Igreja não é a única na atual conjuntura pós-moderna: há outros caminhos e outras motivações que também provocam “corações ardentes”.
No mundo transformado pela revolução digital, para resgatar o ardor missionário e para promover uma cultura vocacional que corresponda às exigências do Santo Evangelho, é preciso ressaltar que, no caminho do nosso existir, Jesus Cristo não é apenas um caminhante, mas é o Deus que quis existir em nossa existência.
O diferencial sempre deve ser a presença de Cristo: sem Ele, todo e qualquer projeto de caminhada – ainda com conotação cristã – será apenas mais uma tentativa de resgatar a fé em corações não ardentes.
Os discípulos de Emaús, ao partilhar o pão, reconheceram: o caminhante desconhecido era o próprio Jesus Cristo.
Hoje, para resgatar a nossa missionariedade vocacional cristã, é preciso reconhecer no partilhar do pão da esperança, no partilhar do pão da solidariedade e, principalmente, no partilhar do Pão Eucarístico, o Cristo caminhante que caminha em nosso caminho.
Coração ardente, mais que um sentimento, deve ser o reconhecimento da presença de Jesus Cristo entre nós. Reconhecer o Cristo que caminha conosco: eis o caminho vocacional para que, com corações ardentes e pés a caminho, sejamos discípulos e não apenas caminhantes na Igreja do Senhor!