Umas das tarefas dadas pelo Concílio de Trento, ao Papa Pio V, foi aquela de promover a reforma litúrgica, com o escopo de superar alguns abusos que se cometiam contra a liturgia da Igreja
Para isso foi pedido ao papa que publicasse um Missal e o impusesse a toda a Igreja. A resposta ao pedido dos padres conciliares veio à luz em 1570. Pio V adota o Missal da Cúria Romana, com algumas correções, como o livro a ser utilizado por toda a Igreja do Rito Romano, para se celebrar a eucaristia. Esse livro passará por muitas reformas. A última se dará em 1962, a pedido do Papa São João XXIII, alguns meses antes do anúncio do Concílio Vaticano II.
Em 1962 o Papa João XXIII anuncia a abertura do Concílio Vaticano II. Bispos e teólogos do mundo inteiro são convocados para pensar a vida da Igreja, presente no mundo contemporâneo. Aquele que proclamou a abertura de um novo concilio, vem a falecer em 1963. Para ocupar seu posto, como líder da Igreja, foi eleito São Paulo VI. Esse assume com zelo, audácia e empenho a tarefa de levar adiante a realização do Concílio Vaticano II. A primeira constituição que nascerá desse tempo conciliar será a Sacrossanto Concílio, que tratará da vida litúrgica da Igreja.
Nesse documento encontraremos os elementos para a reforma da liturgia da Igreja. O Concílio Vaticano II não delega ao Papa a criação de um novo missal, mas dá às comissões orientações de como se deve promover a reforma e restauração dos livros litúrgicos. Em 1970 surge o Missal Romano, à luz do Concílio Vaticano II, em sua primeira edição típica. Esse livro será enriquecido com novos textos litúrgicos e ritos, que terão por finalidade promover a participação ativa e consciente de todo o povo. Nas próximas edições iremos trabalhar outros elementos desse novo livro litúrgico, que nos ajudarão a entender a presença no livro da Tradição litúrgica da comunidade eclesial.