Dom Zenildo revela realidade da evangelização no interior do Amazonas

Bispo Redentorista de Borba (AM) fala sobre trabalho desenvolvido com leigos e povos indígenas na Diocese
Dom Zenildo é Bispo da Diocese de Borba (AM)

Bispo Redentorista de Borba (AM) fala sobre trabalho desenvolvido com leigos e povos indígenas na Diocese

A 60ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil chega ao seu último dia nesta sexta-feira (29/04), em Aparecida (SP). Na última quinta-feira (28/04), o episcopado brasileiro divulgou a tradicional Mensagem ao Povo Brasileiro.

O texto reforça a opção “radical e incondicional” da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil com “a defesa integral da vida que se manifesta em cada ser humano e em toda a criação”.

A carta expõe os desafios dos tempos atuais, como as tragédias socioambientais e a fome. Ao citar a tragédia do povo Yanomami, os bispos do Brasil destacam o reconhecimento da resistência histórica do movimento indígena.

Um dos bispos da Congregação Redentorista presente na 60ª Assembleia Geral da CNBB e que convive com a realidade indígena, é Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, C.Ss.R., primeiro Bispo Diocesano de Borba (AM). Ele falou sobre a realidade da evangelização no interior do estado do Amazonas:

“É uma diocese muito missionária. Toda a evangelização é feita por água, nas águas do Rio Madeira e de outros rios, através das canoas, das lanchas e dos barcos. Uma evangelização que precisa alcançar, praticamente, quase 500 comunidades às margens do rio”.

Comunidades indígenas e quilombolas correm riscos de ter suas terras invadidas por mineradores (Reprodução/ TV Aparecida)

Dom Zenildo compartilha que a evangelização na Diocese de Borba tem privilegiado a formação do laicato:

“Como bispo lá, estou investindo muito na promoção de leigos e leigas, na formação dos diáconos permanentes, na instituição das foranias para descentralização e o alcance das comunidades”.

Por fim, o bispo redentorista corroborou o conteúdo da Mensagem ao Povo Brasileiro e o compromisso com o Movimento Laudato Si, ao falar sobre os povos indígenas da região:

“Há uma evangelização um pouco diferenciada com os indígenas, um acompanhamento um pouco mais de perto, correspondendo, assim, às culturas, que são diferentes para cada etnia. Portanto, é uma evangelização muito missionária, encantadora e muito bem planejada. Graças a Deus, eu penso que estamos indo muito bem, na dinâmica da evangelização”.

Confira abaixo o depoimento completo de Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, C.Ss.R

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