Vitral de Luz

Se Cristo é a luz dos povos, a Virgem Maria é o vitral através do qual essa luz chegou até nós.
Imagem RdA Fev23 Escola de Maria do artigo Vitral de Luz

A Constituição Dogmática Lumen Gentium, promulgada em 21 de novembro de 1964, é um dos documentos mais importantes do Concílio Vaticano II.

Em seu primeiro parágrafo, logo aparece a intenção da Igreja: “a luz dos povos é Cristo: por isso, este sagrado Concílio, reunido no Espírito Santo, deseja ardentemente iluminar com a Sua luz, que resplandece no rosto da Igreja, todos os homens, anunciando o Evangelho a toda criatura (cf. Mc 16,15)” (LG 1).

Essa “luz”, que é Cristo, brilhou pela primeira vez na face da terra graças a uma mulher, que, com a ajuda do Espírito Santo, “deu à luz” a Luz que a todos ilumina.

Cada um, a exemplo de Maria, é um vitral da Luz de Cristo!

Não foi um simples nascimento e nem um menino qualquer que fez com que Simeão exclamasse com alegria: “meus olhos viram a vossa salvação, que preparastes diante de todos os povos, como luz para iluminar as nações” (Lc 2,30-32a). Se Cristo é a luz dos povos, a Virgem Maria é o vitral através do qual essa luz chegou até nós.

E qual deve ser nossa atitude diante de tão belo vitral? Certamente contemplar sua beleza e deixar que a luz da salvação, que perpassa o vitral, nos alcance e também ilumine nossa vida. Simeão recebeu o menino dos braços de Maria e louvou a Deus por tão grande dádiva (cf. Lc 2,28).

E se Maria entregasse por um momento o menino Jesus em nossos braços, qual seria nossa reação, o que faríamos nós? O mistério da encarnação é muito belo e profundo, mas quando ele nos toca traz novo rumo a nossa vida.

Quando a luz de Cristo ilumina nossa existência, ainda que nos cegue momentaneamente, como cegou a Paulo (cf. At 9,1-9), nos faz enxergar que “conhecer Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber, tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (DAp 43).

Se Maria é Nossa Senhora da Luz e nossa Mãe na ordem da graça (LG 61), enquanto filhos de Maria e discípulos de seu Filho, também nós podemos e devemos ser “luz do mundo” (cf. Mt 5,14), a fim de que aqueles que estão a nossa volta percebam a beleza do mistério de Cristo e a ternura maternal da Igreja.

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