Três dicas de São João Paulo II para rezar o Terço

No dia em que recordamos o aniversário natalício de São João Paulo II, vejamos os seus ensinamentos sobre rezar bem o santo terço, oração pedida por Nossa Senhora.
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Em carta apostólica, Santo Padre polonês nos orienta sobre como podemos contemplar os mistérios, sem ser algo mecânico

Em 18 de maio, recordamos o aniversário natalício de um grande devoto de Maria Santíssima: São João Paulo II. Em seu papado (1978-2005), incentivou de diversas formas a prática em orar pedindo a intercessão de Nossa Senhora através do Santo Rosário.

Tanto que, em outubro de 2002, escreveu a Carta Apostólica valorizando esse momento para estreitar ainda mais nossa relação filial com a Medianeira das Graças. Na mesma carta, foram instaurados os Mistérios Luminosos para justamente contemplar com detalhes a vida pública de Jesus.

“Esta incorporação de novos mistérios, sem prejudicar nenhum aspecto essencial da estrutura tradicional desta oração, se orienta a fazê-la viver com renovado interesse na espiritualidade cristã, como verdadeira introdução à profundidade do Coração de Cristo, abismo de gozo e de luz, de dor e de glória”, disse o Santo na publicação.

Na segunda mensagem do Angelus de seu pontificado em 1978, São João Paulo II disse claramente: “O Rosário é minha oração favorita. Uma oração maravilhosa! Maravilhoso em sua simplicidade e em sua profundidade”.

A devoção de Fátima e a oração do terço

Nossa Senhora de Fátima, em suas aparições aos três pastorinhos portugueses, de maio a outubro de 1917, pediu de forma insistente para que sempre rezássemos o Santo Rosário para alcançarmos a paz, e em sua terceira manifestação disse:

“Quando rezarem o Rosário, digam depois de cada mistério: ‘Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, especialmente as mais necessitadas'”.

Essa jaculatória oramos até hoje. A Virgem Santíssima continuou pedindo que as crianças rezassem o terço.

→  Reze no Santuário: passo a passo para rezar o Terço Virtual

Wikipedia
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Confira algumas dicas que São João Paulo II nos orientou no documento para exercitar essa devoção sem se tornar algo mecânico e cansativo.

1. Imaginar os mistérios

Na Carta, João Paulo II nos orienta que olhar para as imagens dos mistérios “é como abrir um cenário sobre o qual se concentra a atenção”. Em tempos modernos, pesquisando imagens no Google ou em algum canal do YouTube, artes sacras relacionadas ao que rezamos no Rosário estão a um clique.

2. Ler as Escrituras

“A fim de dar fundamentação bíblica e maior profundidade à meditação, é útil que a enunciação do mistério seja acompanhada pela proclamação de uma passagem bíblica alusiva, que, segundo as circunstâncias, pode ser mais ou menos longa.”

No documento, o Santo polonês nos lembra que cada mistério está presente na Bíblia, e que a leitura orante com a reflexão não se trata apenas de lembrar da passagem, mas deixar Deus falar ao nosso coração.

3. Pausa orante para a família

João Paulo II também cita na Carta Apostólica, que desde cedo é preciso rezar o Rosário com os filhos, para que haja uma “pausa orante” em meio ao dia a dia da família, com algumas das dicas passadas no documento para, assim, ilustrando melhor a devoção, mais jovens possam se interessar na vida de oração.

“Se o Rosário for bem apresentado, estou seguro de que os próprios jovens serão capazes de surpreender uma vez mais os adultos, assumindo esta oração e recitando-a com o entusiasmo típico da sua idade, orientou o Santo Papa em seu documento.

Assista ao Especial “Fátima: A mãe do Rosário”

Os conselhos dos Papas para uma oração do terço mais frutuosa

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