O Pontífice, que já recebeu o convite para estar no país do leste europeu, disse que a proposta está na mesa para avaliação
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O Papa Francisco vem tentando mediar o conflito entre Rússia e Ucrânia desde o início da guerra no leste europeu. Dessa vez, o governo ucraniano quer a visita do Pontífice em Kiev, capital do país.
“Hoje, isso pode afetar o curso da guerra”, disse Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
A declaração se deu após o Papa Francisco, durante sua tradicional Catequese nesta quarta-feira (06), no Vaticano, exibir a bandeira da Ucrânia vinda da cidade de Bucha, próxima de Kiev, e que foi alvo de um massacre. Corpos foram encontrados pelas ruas após a retirada dos militares russos.
Parecia improvável o Papa aceitar o convite do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para visitar a Ucrânia. Mas em conversa com jornalistas que o acompanharam na viagem a Malta, no último sábado (02), o Papa não descartou uma visita ao país do leste europeu.
Perguntado sobre a possibilidade de considerar o convite feito pelo presidente ucraniano, Francisco foi categórico:
“Sim, (a discussão) está na mesa”, disse o Santo Padre.
Em março, quando aconteceu o convite, que foi estendido a vários líderes mundiais, o Pontífice não demonstrou intenção de ir até o país invadido pela Rússia.
Desde então, o Papa Francisco tem feito reiterados pedidos de paz, convidando os fiéis a um dia de jejum e oração para o fim do embate entre as duas nações. Inclusive, o Santo Padre já trocou telefonemas com o presidente Zelensky para uma tentativa de mediação no conflito.