Seu pároco te chama e te dá uma missão: Montar a PASCOM na sua Paróquia. Se identifica? Quero saber nos comentários! (E já me conta o que você fez primeiro!)
Unir um grupo de pessoas para uma festa é fácil, mas unir um grupo de pessoas para trabalhar de forma voluntária, em horários alternativos, com o mesmo objetivo e usando ferramentas como sites e redes sociais, que facilmente podem ser confundidas com ações pessoais, é um grande desafio!
Nas minhas pesquisas para escrever esse artigo, achei muitos posts e diretrizes de PASCOM’s, todas com foco no trabalho, na ação de comunicar. Por isso, meu artigo terá um foco anterior a essa ação, a partir dos pontos:
- A PASCOM, na maior parte das vezes, é formada por voluntários;
- A comunicação dentro de uma paróquia tem com objetivo manter a comunidade informada sobre assuntos paroquiais, pastorais e eventos (comunicação segmentada e destinada a um ‘grupo X’ de pessoas);
- O retorno das ações de comunicação quase nunca é medido. Muitas vezes, a “medição” é sentida na presença das pessoas em determinada celebração, festa, reunião ou evento.
Dentro da realidade de uma paróquia e comunidade, muitas vezes as pessoas mais participativas e realmente envolvidas com o trabalho e que não são especialistas nas áreas atuantes são os voluntários. Mas elas têm o mais importante: a força de vontade, a disponibilidade e a responsabilidade de manter a ação funcionando.
Com esse foco, listei algumas dicas simples, que podem ajudar a iniciar uma PASCOM:
- Em conjunto com seu pároco, escolha um grupo de 2 a 3 pessoas para iniciar a PASCOM. Não se preocupe no início com a coordenação;
- Coordenar uma equipe é uma tarefa de muita responsabilidade, e pode ser algo revezado a cada 6 meses. Dessa forma, as pessoas envolvidas podem equilibrar o trabalho e formar mais líderes capacitados;
- Para esse grupo, eu indicaria definir bem o objetivo da comunicação da paróquia; em quais frentes esse grupo deve se tornar presente (ferramentas como: site, redes sociais, etc.), já pensando na quantidade de mão de obra existente, para não criar algo e deixar “abandonado” ou sobrecarregar as pessoas comprometidas;
- Depois que você já tiver o objetivo, defina o que vai alimentar e a frequência em cada uma das ferramentas selecionadas. Tenha claros esses pontos, pois, dessa forma, o grupo da PASCOM pode sempre convidar pessoas para ajudar na alimentação (participação e equilíbrio);
- Trabalho voluntário: o nome já deixa claro que não é “para sempre”. Então separe as tarefas entre atividades para pessoas já treinadas e atividades para pessoas voluntárias (em treinamento);
- Reconheça o trabalho voluntário: organize com seu pároco uma declaração de reconhecimento de horas e momentos para celebrar e reconhecer;
- Pense em projetos com períodos definidos (começo, meio e fim) para que o grupo de voluntários saiba de forma clara o que fazer e onde chegar;
- Busque nas faculdades da sua região professores ou profissionais da área que possam ministrar palestras mais técnicas para esse grupo de pessoas; conhecimento agrega valor para os voluntários, além de dar mais segurança;
- Estudantes também buscam trabalho voluntário, mesmo que pontual (fotografias, alimentação de redes sociais, posts em sites, auxílio em organização de eventos, gravação e edição de vídeos, etc.). Além da experiência, isso também conta horas complementares para a faculdade, e a paróquia ganha em sua comunicação;
- Equipamentos: vou falar disso em outro artigo, mas é importante que a paróquia invista no mínimo de equipamentos para a PASCOM. Eu indicaria câmera, equipamentos de transmissão, internet e celulares.
Num primeiro momento, o mais importante é ter foco no objetivo e equilíbrio nas tarefas. Vejo muitos voluntários sobrecarregados por falta dessa visão. Após começar e ter os primeiros resultados, aí, sim, começa o aprimoramento.