Nos primeiros tempos, os cristãos se misturavam com o povo judeu; não tinham um lugar de reunião, não possuíam um templo ou um lugar de culto e não haviam criado uma liturgia própria. Com o passar do tempo, aqueles que acreditavam em Jesus Cristo receberam muitas coisas do judaísmo, mas aos poucos, uma nova Igreja foi se consolidando, além de a sua ação missionária e a sua organização litúrgica.
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O missionário redentorista Padre Inácio Medeiros explica que a maioria das cerimônias que temos hoje relacionadas não só à Quaresma, mas também à Semana Santa, foram se consolidando nos primeiros séculos da Igreja, principalmente no século quarto, quando cessou o tempo das perseguições.
A Quaresma e Semana Santa, pela centralidade na vida litúrgica, acontecem, sobretudo, naquelas Igrejas que são católicas ou cristãs, claro que não exatamente da mesma maneira.
“O essencial é o Mistério Pascal de Jesus Cristo. Sua paixão, morte e ressurreição. Todo o colorido e ritos litúrgicos variam. Somente dentro da Igreja Católica são 24 Igrejas, ou seja, 24 ritos diferentes, todos eles ligados a Roma e ao Santo Padre, o Papa, como pastor supremo. Também celebram este tempo outras Igrejas cristãs evangélicas, protestantes, ortodoxas, etc.”, explica o padre.