A história do Missal Romano

Umas das tarefas dadas pelo Concílio de Trento, ao Papa Pio V, foi aquela de promover a reforma litúrgica, com o escopo de superar alguns abusos que se cometiam contra a liturgia da Igreja.
Sexta edição típica do Missal Romano revisado por decreto do Concílio de Trento

Umas das tarefas dadas pelo Concílio de Trento, ao Papa Pio V, foi aquela de promover a reforma litúrgica, com o escopo de superar alguns abusos que se cometiam contra a liturgia da Igreja

Victor Hugo Barros
Sexta edição típica do Missal Romano revisado por decreto do Concílio de Trento (Victor Hugo Barros)

Para isso foi pedido ao papa que publicasse um Missal e o impusesse a toda a Igreja. A resposta ao pedido dos padres conciliares veio à luz em 1570. Pio V adota o Missal da Cúria Romana, com algumas correções, como o livro a ser utilizado por toda a Igreja do Rito Romano, para se celebrar a eucaristia. Esse livro passará por muitas reformas. A última se dará em 1962, a pedido do Papa São João XXIII, alguns meses antes do anúncio do Concílio Vaticano II.

Em 1962 o Papa João XXIII anuncia a abertura do Concílio Vaticano II. Bispos e teólogos do mundo inteiro são convocados para pensar a vida da Igreja, presente no mundo contemporâneo. Aquele que proclamou a abertura de um novo concilio, vem a falecer em 1963. Para ocupar seu posto, como líder da Igreja, foi eleito São Paulo VI. Esse assume com zelo, audácia e empenho a tarefa de levar adiante a realização do Concílio Vaticano II. A primeira constituição que nascerá desse tempo conciliar será a Sacrossanto Concílio, que tratará da vida litúrgica da Igreja.

Nesse documento encontraremos os elementos para a reforma da liturgia da Igreja. O Concílio Vaticano II não delega ao Papa a criação de um novo missal, mas dá às comissões orientações de como se deve promover a reforma e restauração dos livros litúrgicos. Em 1970 surge o Missal Romano, à luz do Concílio Vaticano II, em sua primeira edição típica. Esse livro será enriquecido com novos textos litúrgicos e ritos, que terão por finalidade promover a participação ativa e consciente de todo o povo. Nas próximas edições iremos trabalhar outros elementos desse novo livro litúrgico, que nos ajudarão a entender a presença no livro da Tradição litúrgica da comunidade eclesial.

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