Celebrar São Joaquim e Sant’Ana é recordar nossos avós

Celebrar a vida de Joaquim e Ana é reconhecer a importância desse casal que plantou no coração de Maria um grande amor por Deus. A ponto de que quando visitada pelo anjo Gabriel ela rezasse que nela se cumprisse toda a vontade do Senhor.
São Joaquim e Sant'Ana, pais da Virgem Maria e avós de Jesus
Antonio Quattrone / Wikimedia Commons
São Joaquim e Sant’Ana, pais da Virgem Maria e avós de Jesus (Antonio Quattrone / Wikimedia Commons)

As Sagradas Escrituras nos testemunham que Deus desejou vir ao nosso encontro, formando uma família, para que essa cooperasse na realização do seu plano de amor em favor de toda a sua criação. A família que Deus constituiu para realizar tão preciosa missão foi formada por José e Maria. A eles o Senhor confiou os cuidados da geração e educação do seu amado Filho, expressão concreta do seu amor para com toda a humanidade.

Os evangelhos sinóticos, Mateus, Marcos e Lucas, bem como o quarto, que a tradição nomeou de João, falam de Maria, em algum deles encontraremos poucas referências a José, mas sobre os pais de Maria não recolheremos nenhuma informação. Todavia, no calendário litúrgico, anualmente somos convidados a celebrar a Festa de São Joaquim e Sant’Ana, os pais de Maria. A pergunta que daqui emerge é a seguinte: Qual a origem dessa festa, se não encontramos nas Sagradas Escrituras, sobretudo no Novo Testamento, dados sobre a vida dos pais da Virgem de Nazaré?

Algumas festas litúrgicas que celebramos no Ocidente vieram da tradição cristã oriental, que valoriza o que chamamos de Evangelhos Apócrifos, como importantes documentos para justificar a razão de se celebrar pessoas e eventos que se unem à vida e missão de Cristo. No Evangelho Apócrifo de Tiago encontramos testemunhos da vida desse casal que gerou e educou aquela que, com seu sim, contribuiu para que Deus pudesse vir ao encontro da sua criação.

Celebrar a vida de Joaquim e Ana é reconhecer a importância desse casal que plantou no coração de Maria um grande amor por Deus. A ponto de que quando visitada pelo anjo Gabriel ela rezasse que nela se cumprisse toda a vontade do Senhor. Acolhamos com alegria e esperança a fé que nossos avós nos transmitiram e a testemunhemos a nossos irmãos, a fim de que em Cristo sejamos uma única família.

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