O mês de junho traz bonitas e grandes festas na liturgia e na devoção popular, pois é o mês do Sagrado Coração de Jesus e o mês dos Santos Juninos: Santo Antônio, São João Batista e São Pedro e São Paulo. Ao celebrar os Apóstolos Pedro e Paulo somos convidados a rezar a bonita dimensão da Igreja que nasce sobre a fé de Pedro e que se propaga no ardor missionário de Paulo. Importante também destacar que no nascimento da Igreja, Maria está presente, como a Mãe que reza com os discípulos e alimenta em seus corações a esperança em seu Filho Jesus.
Nos Atos dos Apóstolos encontramos a narrativa que diz: No dia de Pentecostes, os discípulos estavam reunidos com Maria no Cenáculo, em oração, quando o Espírito Santo desceu sobre eles em línguas de fogo (At 1,14). Por isso, ao falar do nascimento da Igreja, podemos afirmar na fé que Maria é também Mãe da Igreja, pois é mãe de Cristo. Na Cruz Jesus a entregou como mãe ao discípulo amado (Jo 19,26), ou seja, como mãe de todos os que Nele acreditam e que, na força do Espírito Santo, continuam sua missão no mundo.
Desde o século IV Santo Ambrósio e Santo Agostinho já diziam que Maria, sendo mãe de Jesus, que é a cabeça da Igreja, é mãe de todos os membros deste corpo. Assim, já associavam Maria à Maternidade espiritual da Igreja.
Em 1964, durante o Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI proclamou oficialmente o título de Maria como Mãe da Igreja, pois Maria é mãe de todo o povo de Deus que caminha peregrino neste mundo na esperança de um dia chegar à casa do Pai. E neste caminho, que é o próprio Cristo, Maria vai conosco, sendo exemplo de fidelidade e nos motivando a perseverar no caminho de seu Filho, guardando sempre no coração sua Palavra.
Em 2018, o Papa Francisco instituiu a celebração: Maria, Mãe da Igreja, como memória litúrgica a ser comemorada na segunda-feira após a Solenidade de Pentecostes.
Por isso, invocar Maria como Mãe da Igreja é saber que temos uma mãe que nos recorda em todos os momentos que somos a família de Jesus, e sua presença materna nos ensina a buscar sempre o caminho do amor, da fraternidade e da comunhão, pois a mãe sempre nos recorda que somos irmãos.