Maldita seja a terra por tua causa (Gn 3,17-19.23-24)

Após o pecado, o ser humano passa a viver sob o peso do sofrimento, do trabalho e da morte, afastado do Paraíso, mas com a esperança de redenção aberta pelo sacrifício de Cristo.
Imagem Fachada Leste Maldita seja a terra por tua causa Gn 317 19.23 24 do artigo Maldita seja a terra por tua causa (Gn 3,17-19.23-24)

“Com sofrimentos dele te nutrirás todos os dias de tua vida. Ele produzirá para ti espinhos e cardos, e comerás a erva dos campos. Com o suor de teu rosto comerás teu pão até que retornes ao solo, pois dele foste tirado. Pois tu és pó e ao pó tornarás!” (Gn 3,17-19).

Com o pecado, desvinculado da fonte da vida que é Deus, o homem se submete às necessidades e às demandas de sua natureza. O trabalho se torna uma espécie de penitência, um tipo de punição.

A mulher permanece marcada pela dor do parto. “Multiplicarei as dores de tuas gravidezes, na dor darás à luz filhos” (Gn 3,16). No mosaico, ela é apresentada com a criança, ela dá à luz, mas seu filho já caminha para a morte. Com o novelo nas mãos e uma cesta ao lado, ela denota o cansaço ligado ao trabalho, à sobrevivência. O homem está todo curvado sobre a terra e os túmulos já podem ser vislumbrados, com a cor preta, onde tudo se apaga, tudo acaba. Vemos, também, um querubim com a espada do juízo que os mantém fora do Paraíso, mas essa espada do juízo caiu sobre Cristo e a morte do Cordeiro de Deus abre novamente as portas do céu.

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