Reino de Deus: a vida é sagrada e inviolável (Lc 6,6-11)

Ao nos criar à Sua imagem e conforme Sua semelhança (Gn 1,26s.), Deus nos queria aqui na terra, o mais próximos d’Ele, já como filhos e filhas, uma só família com Ele. Dividia conosco Sua própria divina dignidade.
Imagem Ovelha Capela da Ressurreicao do artigo Reino de Deus: a vida é sagrada e inviolável (Lc 6,6-11)

Ao nos criar à Sua imagem e conforme Sua semelhança (Gn 1,26s.), Deus nos queria aqui na terra, o mais próximos d’Ele, já como filhos e filhas, uma só família com Ele. Dividia conosco Sua própria divina dignidade.

Ao nos criar à Sua imagem e conforme Sua semelhança (Gn 1,26s.), Deus nos queria aqui na terra, o mais próximos d’Ele, já como filhos e filhas, uma só família com Ele. Dividia conosco Sua própria divina dignidade.

A Seu Povo, se espoliado por estrangeiros, dizia: “quem vos tocar, toca a menina de meus olhos” (Zc 2,12). Por isso, o que o Egito fazia com Seu povo, Ele sentia como ferindo a Si mesmo. E ferido, Ele não conseguia reconhecê-lo como sendo Seu povo. Não Se aceitava assim maltratado na pele de Seu povo: “a vós Javé escolheu e vos tirou da fornalha de ferro do Egito para serdes seu povo, sua herança, como hoje sois” (Dt 4,20). Fora da fornalha, agora sim, era Seu povo!

Do Egito Ele tira Seu povo, mas como Lhe é difícil tirar do coração do povo o “Egito”! É o que vemos no Evangelho que nos orienta neste mês de maio na Jornada Bíblica.

O sábado saíra de Seu coração como preceito para defender, promover a vida. Ele-Deus, ao final da criação do mundo, dera a Si mesmo um sábado, uma pausa no trabalho, um descanso. E assim, santificava esse fôlego, esse especial cuidado com a vida (Êx 20,11).

E ainda, que o preceito sabático os fizesse lembrar-se de que no Egito não tinham sábado, eram escravos, sem a mínima atenção cuidadosa para com a própria vida (Dt 5,15). Esquecessem o Egito e sua escravidão sem sábado, sem descanso! Vivessem o sábado, e glorificassem a Deus que os queria livres e felizes!

Mas, como deturpam o sábado de Deus! Num sábado, Jesus está numa sinagoga para ensinar, e depara-Se ali com “um homem que tinha a mão direita atrofiada”. Como egípcios opositores, “escribas e fariseus o observavam para ver se ele ia curar em dia de sábado a fim de terem de que acusá-lo”.

Como primeiro ensinamento, Jesus diz ao doente: “Levanta-te e fica em pé aqui no meio!” Toda sinagoga, se quiser ser de Deus e agir em Seu nome, procure ter o coração de Deus, sempre voltado a todos, mais fortemente, porém, centrado nos necessitados. Que cada necessitado seja o “meio”, o centro do coração, da vida deles, como é de Deus!

Novo ensinamento: Jesus pergunta àqueles escribas e fariseus, e a cada um de nós: “É permitido no sábado praticar o bem ou o mal, salvar uma vida ou perdê-la?” Nesse “é permitido”, podemos ver um passivo teológico, em outras palavras: ‘o que Deus permite praticar…?’ Jesus faz a pergunta vir de Deus para igualmente reforçar a resposta, como vinda da mesma Fonte.

Ninguém duvidava que preceito divino era unicamente “praticar o bem”. Mas Jesus faz vir do mesmo Deus que “praticar o bem”, no caso, “salvar uma vida”, é sempre preceito, também no sábado, seja em que dia for. E correspondentemente, garante vir de Deus também que “perder uma vida”, deixá-la perecer, nada lhe fazer em benefício, é sempre “(praticar) o mal”.

Então, omitir-se de fazer o bem a uma vida necessitada é praticar o mal, ainda que seja num sábado. A vida é de dignidade divina, sagrada, inviolável, intocável! Aliás, tocável e até divinamente tocável em se tratando de não deixá-la perecer, mas salvá-la, fazê-la crescer em dignidade, seja em que dia for!

  • – Por que Deus instituiu o preceito do sábado?
  • – O que Jesus condenava quanto ao preceito do sábado?
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