Em entrevista, o coordenador do grupo, Dautre Rezende, conta como será a peregrinação de 345km até Aparecida (SP)
Peregrinar é um gesto cristão muito antigo e um ato de fé, sobretudo quando as distâncias se tornam um desafio de resistência física, mental e espiritual. “Enquanto estivermos a caminho, como indivíduos, como família, em comunidade, especialmente quando as nuvens chegarem e o caminho se tornar incerto e difícil, levantemos os olhos, olhemos para ela, nossa Mãe, e reencontraremos a esperança que não engana”, disse o Papa Leão XIV em 15 de agosto de 2025, na Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria.
Assim são cada um dos peregrinos da romaria Guerreiros de Maria que, neste domingo (19), sai em caminhada de Resende Costa (MG), com previsão de chegada a Aparecida (SP) no próximo dia 1º de maio. O grupo, que está realizando sua 4ª peregrinação ao Santuário Nacional, planeja a viagem por meses. A quantidade de devotos que acompanham a jornada também é notável e só cresce a cada ano.
Uma caminhada de fé
“A gente começa a planejar dia 13 de outubro, acabou a festa do dia de comemoração da Nossa Senhora Aparecida. A gente já começa a preparação e é uma logística muito grande. Nós começamos com 26 pessoas caminhando no primeiro ano, 46 o segundo, 76 o terceiro. Agora nós estamos em 115 pessoas”, conta o coordenador do grupo, Dautre Rezende.
Toda a cidade parece mobilizar-se para que a romaria aconteça, inclusive a paróquia local, de Nossa Senhora da Penha de França. “A Romaria sai de Resende de Costa no dia 19 de abril, logo após a Santa Missa, que é a missa de envio das 19h no domingo, e direto da missa vamos sair em peregrinação para a Casa da Mãe”, contextualiza Dautre.
Um presente do Santuário Nacional que retorna para a Casa da Mãe
Além disso, neste ano, a romaria tem um motivo todo especial para caminhar: os peregrinos seguirão viagem levando a Capelinha Missionária do Projeto Aparecida pelo Brasil. “A Capelinha está com a gente desde junho do ano passado e tivemos a autorização do Santuário de devolver a capela peregrina (Capelinha Missionária) ao Santuário junto à Romaria. Porém fizemos um pedido um pouquinho mais apertado, se a gente pudesse levar em um andor”, revela o coordenador, que será um dos que levarão a Capelinha Missionária durante o trajeto a Aparecida.
“Então a gente vai montar ela no andor (…) Vamos levar Nossa Senhora por 345 quilômetros a pé. Então essas 115 pessoas vão trocando no caminho e são 12 dias de caminhada”, completa o devoto.
Um caminho seguro que leva à Mãe
Mas todo esse planejamento conta, é claro, com muita segurança e preparo, para garantir o bem-estar de todos durante os dias de caminhada. “O apoio nosso é composto de dois caminhões, seis carros de apoio no caminho, porém desses seis carros, dois ficam no pouso porque são apoio do apoio, quatro carros no caminho mais uma ambulância”, complementa o peregrino.
Durante todo o percurso, os devotos serão acompanhados e receberão assistência a cada parada. As cidades de descanso do grupo possuem locais específicos cedidos para que eles possam descansar, tomar banho e se alimentar antes do próximo dia de caminhada iniciar. Todos os dias também contarão com momentos de oração e reflexão, reforçando a experiência de fé vivida por todos.
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