Atualmente, com toda a tecnologia da informação acessível e com crescentes informações falsas sendo disseminadas através dela, será que o “dia da mentira” só tem um único dia mesmo?
Necessitamos da informação para sobreviver e nos relacionar com outras pessoas. Além disso, vivemos em uma sociedade mais informatizada, pois a todo momento estamos sendo bombardeados por informações de diversos tipos em nossos aparelhos tecnológicos, meios de transportes e objetos dentro de casa. Não importa onde estejamos, somos impactados por informações verdadeiras e falsas que desejam a nossa atenção. Desse modo, destacam-se as informações falsas, que são criadas para manipular as informações, tornando-as mentirosas ou descontextualizadas, a fim de abalar o nosso emocional, mobiliar-nos para uma determinada ação planejada, gerando engajamento que convém aos manipuladores, e desarmonizar uma organização social.
Infelizmente, existe uma milícia digital que estrutura e gerencia pessoas para este fim: desinformar e gerar “Fake News” (informações falsas), maculando pessoas, projetos, grupos, instituições e até a democracia. É o caso do que aconteceu no ano passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu ao longo do segundo turno mais de 500 alertas diários de “fake news” relacionadas à eleição. Também, anos atrás, foi revelada a existência de uma estrutura orquestrada, chamada “gabinete do ódio”, que promovia ataques a adversários políticos do ex-presidente e às instituições democráticas.
Trata-se, então, de uma questão importante de responsabilidade social da informação/comunicação, que todos nós precisamos nos atentar, seja criando, lendo ou compartilhando quaisquer informações em nossas redes sociais ou aplicativos de mensagens. Não podemos confiar apenas em uma única mensagem que recebemos, ou em uma única mídia ou pessoa como referência. Sendo assim, para buscar uma informação correta, é preciso pesquisar e checar o que recebemos, perguntando: o que diz a mensagem? Quem é que a está dizendo? Por onde a mensagem está sendo transmitida? E se ela também está repercutindo em mídias com credibilidade e profissionalismo como TVs, Rádios, Jornais e Sites confiáveis.
Enfim, parece que, em meio a tantas informações falsas que estamos suscetíveis a receber, criar ou compartilhar, o “dia da mentira” não existe em apenas um único dia do ano, mas em vários deles. Assim, aprendamos a conviver nesse contexto com sabedoria e a nos alimentar com informações que contribuem para a nossa formação humana e cristã.