“Deus provê, Deus proverá, a sua vitória não faltará”, rezaram os peregrinos por todo o caminho de Resende Costa (MG) a Aparecida (SP)
Às 5h30, na cidade de Guaratinguetá (SP), saia a caminhar uma família de peregrinos que se conheceram por um propósito semelhante: chegar a Casa da Mãe. Contudo, aqueles romeiros que saíram de Resende Costa (MG), não mais voltarão, pois foram transformados por tudo o que viveram ao longo desses 12 dias e mais de 340 km de jornada… A pé!
A Romaria dos Guerreiros de Maria fez um feito, até então, inédito: Trouxeram, caminhando, a Capelinha Missionária do Projeto Aparecida pelo Brasil. A imagem, que passou de mão em mão, dos 115 peregrinos, foi trazida em um andor, especialmente feito para suportar a longa viagem.
Quando o Sol nasceu, na manhã desta sexta-feira (01), havia muito mais espaço entre eles e sua terra natal, do que de seu destino, a Casa da Mãe Aparecida. Mas não continha no coração deles incerteza, pelo contrário, os olhos transbordavam alegria e as músicas, cantadas pelo caminho, ressoavam a esperança de que, embora longe do local que chamam de casa, não poderiam estar mais perto de sua verdadeira Casa.
A chegada
Marcados para participar da celebração das 10h30, no Altar Central, a Romaria chegou à Basílica de Aparecida, por volta das 8h40, onde foram recebidos por familiares, amigos e pelo ecônomo adjunto do Santuário Nacional, Pe. Adam Rapala. Ali, ainda na chegada, a recepção contou com muita emoção, choro de felicidade e algumas palavras do religioso, direcionadas aos peregrinos, nos jardins da Fachada Norte.
Na noite anterior, o grupo recebeu a visita do ecônomo do Santuário Nacional, Pe. Fábio Evaristo
Após o momento inicial, os devotos se direcionaram, juntos do Missionário Redentorista, para o Nicho da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, local em que se prostraram, agora aos pés daquela que os cobriu pelo caminho, intercedendo em cada dificuldade.
A celebração
Acolhidos no Altar Central do Santuário, ali estavam os peregrinos, vivendo a missa. O momento foi marcado por uma pequena procissão antes da celebração, saindo do Nicho da Imagem, em direção a Porta Principal, na Fachada Norte. Lá, entraram, todos, com o andor que abrigava a Capelinha Missionária. Cada devoto pôde acompanhar a celebração de um espaço reservado, próximo do presbitério.
A missa, presidida pelo missionário redentorista, Pe. Célio Lopes, contou com a presença do Pe. Adam, que continuou a acompanhar a Romaria até o Altar. Os devotos puderam comungar, fazer suas orações e concluir, oficialmente, a peregrinação que iniciaram em Resende Costa.
A Capelinha Missionária foi devolvida ao Santuário Nacional após o fim da Romaria, mas, segundo o coordenador do grupo, Dautre Rezende, ela voltará para a cidade deles assim que for possível, pois “a presença da Capelinha em nossa Romaria transformou a forma como peregrinamos”, disse o peregrino.
Será que acabou mesmo?
Apesar de quase todos do grupo estarem retornando para suas cidades com suas famílias ou mesmo de ônibus, alguns poucos, cinco, para ser mais exato, seguem em peregrinação de volta para casa, a pé. O pequeno grupo espera concluir a segunda parte da peregrinação nos próximos 12 dias, saindo de Aparecida no domingo (03).