Diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do estado de São Paulo, Tatiana Lang D’agostini falou sobre a real situação no estado
Os casos de dengue em todo o estado de São Paulo e por consequência em nossa região são preocupantes, já são mais de 1 milhão de pessoas que adoeceram pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Na região do Vale do Paraíba, já são mais de 122 mil casos confirmados e 163 óbitos.
Outro problema que também tem gerado alerta são os casos de febre-amarela registrados no estado. A Diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do estado de São Paulo, Tatiana Lang D’agostini falou com exclusividade ao Jornal Regional e explicou a real situação.
“Esse é o momento fundamental para alertar toda a população no que diz respeito, principalmente em relação à dengue, em relação ao controle dos criadouros. Lembrando que 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, que é o mosquito transmissor do vírus da dengue, Zika e Chikungunya, estão dentro de suas próprias casas. A população precisa tirar pelo menos 10 minutos por semana para verificar se no seu quintal tem um acúmulo de água que pode ser um potencial local de criador do mosquito. A dengue pode ser evitada a partir do momento que você elimina o criadouro do mosquito transmissor, isso é um papel não só do governo ou do município, mas também de toda a população unida em prol do combate aos criadouros.”
A Diretora também alertou da importância de procurar uma unidade de saúde ao suspeitar da doença e principalmente o ato de não se automedicar.
“Todo paciente que tem suspeita de dengue, que está com febre, dor no corpo, dor atrás dos olhos, deve primeiro procurar uma unidade de saúde e não se automedicar, isso é fundamental ressaltar, o paciente com suspeita de dengue não pode ser automedicado. A partir do diagnóstico, ele precisa se hidratar, porque a hidratação é fundamental para evitar o agravamento do quadro clínico. Ainda assim é preciso se atentar a alguns sinais de alerta como sangramento nasal, sangramento na gengiva, vômito e dor abdominal, caso a pessoa esteja se recuperando, mas surgirem esses sintomas, é preciso buscar ajuda médica.”
Veja os demais destaques do Jornal Regional:
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- Após 60 dias do assassinato de Elda Mariel em Lorena, suspeito permanece foragido;
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