Em 1964, a Rádio Aparecida escrevia um dos capítulos mais importantes da história da música sertaneja no Brasil. Nascia ali o “Dia do Sertanejo”, uma celebração que ultrapassaria décadas e se transformaria em símbolo da cultura caipira, da fé e da identidade do povo simples do interior. Mais do que um evento musical, o Dia do Sertanejo surgiu como um encontro de devoção, tradição e memória afetiva, reunindo artistas, romeiros e ouvintes em torno da mesma paixão: a música raiz.
Todos os anos, caravanas chegavam ao Santuário Nacional para participar das missas na antiga Basílica Histórica. Era uma manifestação espontânea de fé do homem da roça, do violeiro, do trabalhador do campo, que encontrava em Nossa Senhora proteção e esperança.
Depois das celebrações, os artistas se reuniam à noite para apresentações especiais no pequeno auditório da Rádio. Ali ecoavam modas de viola, cateretês, cururus e canções que falavam da vida no campo, da saudade, da família e da fé.
Foi justamente da força desses encontros que surgiu a ideia de criar uma data oficial dedicada aos sertanejos. A Rádio Aparecida abraçou imediatamente a iniciativa, e assim, no dia 3 de maio de 1964, aconteceu oficialmente o primeiro grande show do Dia do Sertanejo.
Em mais um episódio do Especial de 75 anos, vamos conhecer e apreciar a história do Dia do Sertanejo, cuja escolha do dia carrega forte significado religioso e popular, marcada também pela presença de grandes nomes dessa história.
Confira na íntegra: