No encontro passado do Diálogos da Mente, a psicóloga Fernanda Zanin falou sobre o hábito de olhar a grama do vizinho e os sentimentos de incômodo que isso muitas vezes provoca. Esse comportamento, frequentemente, rouba a paz e a alegria, pois nos leva à comparação social.
Vivemos em uma era de vitrines constantes. Ao abrirmos o celular, somos inundados por recortes de sucesso, viagens e diferentes experiências que parecem ignorar qualquer sinal de imperfeição. O problema, na verdade, não é o que o outro posta, mas o que fazemos com essa informação.
Frequentemente, cometemos o erro injusto de comparar os nossos bastidores, com todas as nossas lutas, dúvidas e cansaços, com o palco aparentemente impecável de quem está do outro lado da tela. E, nessa comparação, quase sempre acabamos nos sentindo em dívida.
No campo da psicologia, Fernanda destaca que a comparação social funciona como um ladrão silencioso da satisfação. Quando medimos o valor da nossa jornada pela régua de outra pessoa, ignoramos as circunstâncias únicas que moldaram o nosso próprio caminho.
Cada um de nós carrega um ritmo próprio, uma história de superação que ninguém vê e um tempo de florescimento que não obedece a algoritmos. É importante e necessário dedicarmos mais tempo para olhar a própria história com reconhecimento.
Honrar a sua história e florescer no seu tempo; este é o convite dessa reflexão!
Confira reflexões sobre saúde mental, comportamento e desafios da vida.