Chegamos ao 7º e último episódio deste nosso itinerário de formação e reflexão, e hoje somos convidados a dar um passo decisivo: o passo da ação. Ao longo desta série, refletimos sobre economia a partir da vida concreta das pessoas. Neste episódio final, o foco está em um direito fundamental, sem o qual não há dignidade possível: o direito à moradia.
Falar de moradia é falar de cidade, de território, de políticas públicas e, sobretudo, da organização popular. É falar das ocupações urbanas, das manifestações e da luta coletiva por políticas habitacionais justas.
O Brasil possui marcos importantes, como o Estatuto da Cidade e os Planos Diretores, que reconhecem a função social da terra urbana. No entanto, a distância entre a lei e a realidade ainda é grande para milhões de famílias que vivem sem casa ou em condições precárias.
Do ponto de vista econômico, experiências como os mutirões autogestionados, o incentivo à moradia popular e instrumentos como o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social mostram que é possível enfrentar o déficit habitacional com participação social e justiça.
Quem nos auxilia nessa reflexão final é Evaniza Rodrigues, militante da União Nacional por Moradia Popular, com uma longa trajetória na luta pelo direito à moradia e, Eduardo Brasileiro, educador popular, articulador da Economia de Francisco e Clara e atua na formulação e no acompanhamento de políticas públicas.