“Depois, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. Durante quarenta dias e quarenta noites esteve jejuando; depois sentiu fome” (Mt 4,1-4).
Leia Mais
Sabemos que os Evangelhos narram um período de 40 dias no qual Jesus, em um determinado momento, sofreu tentações no deserto. Mas por que Ele, sendo Rei, Senhor e Filho de Deus, teve que passar por tentações?
Primeiramente vamos recordar que Nosso Senhor teria sofrido três tentações:
- O inimigo sugere que Ele transforme pedras em pães.
- Satanás diz para Jesus que Ele se jogue do ponto mais alto do templo.
- O tentador promete a Jesus todos os reinos no mundo, se Ele o adorasse.
O Catecismo da Igreja Católica (CIC) explica que Satanás tenta Jesus na busca de questionar a sua atitude filial para com Deus.
“[…] Jesus é o novo Adão, que ficou fiel onde o primeiro sucumbiu à tentação. Jesus cumpre à perfeição a vocação de Israel: contrariamente aos que provocai outrora a Deus durante quarenta anos no deserto, Cristo se revela como o Servo de Deus totalmente obediente à vontade divina.
Nisso Jesus é vencedor do Diabo: ele “amarrou o homem forte” para retomar lhe a presa. A vitória de Jesus sobre o tentador no deserto antecipa a vitória da Paixão, obediência suprema de seu amor filial ao Pai.” (CIC, item 539).
Além disso, Cristo venceu o tentador por cada um de nós “Porque não temos um Sumo Sacerdote incapaz de compadecer-se de nossas fraquezas; pois de modo semelhante ele passou pelas mesmas provações que nós, exceto a do pecado.” (Hb 4,15).
Santo Tomás de Aquino afirma em sua Suma Teológica que Cristo desejou ser tentado para nos ajudar a lidar contra as tentações.
“Por isso diz Gregório: Não era indigno do nosso Redentor querer ser tentado, ele que veio para ser imolado; para que assim vencesse as nossas tentações com as suas, assim como venceu com a sua a nossa morte”.