Por ocasião dos 1700 anos do Credo Niceno- Constantinopolitano, reflitamos o último trecho:
“E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir”
Essa frase expressa a confiança cristã no destino da humanidade. A fé cristã não termina na morte, mas aponta para a plenitude da vida em Deus.
A ressurreição dos mortos é uma verdade central da fé cristã, pois assim como Cristo ressuscitou, também nós, no fim dos tempos, ressuscitaremos com um corpo glorificado (cf. 1Cor 15,12-22).
Essa promessa nos convida a viver com os olhos voltados para o céu, sem perder o compromisso com a vida presente.
A vida do mundo que há de vir refere-se à vida eterna junto de Deus, onde “Ele enxugará toda lágrima” e “não haverá mais morte, nem luto, nem dor” (Ap 21,4). Não é uma fuga do presente, mas uma meta que ilumina cada passo da existência.
Como ensina o Catecismo:
“Crer na ressurreição dos mortos foi, desde o princípio, um elemento essencial da fé cristã. «A ressurreição dos mortos é a fé dos cristãos: é por crer nela que somos cristãos” (CIC 991).
O Concílio de Niceia reafirmou essa esperança, que permanece viva no coração da Igreja até hoje.
Celebrar os 1700 anos do Concílio é renovar essa certeza de que a morte não tem a última palavra e a vida eterna em Deus nos espera.
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