Franciscano de 91 anos revelou qual penitência daria ao Papa, caso atendesse suas confissões na atualidade.
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O irmão franciscano Francisco Otmar Egloff, de 91 anos, serviu durante anos no atendimento às confissões na Basílica de São João de Latrão, em Roma. Ele contou à ACI Digital como foi o tempo no qual atuou como confessor do Papa Francisco.
Ao comentar sobre a primeira vez na qual o Papa Francisco se confessou com ele, falou que não foi muito diferente de outras confissões comumente feitas pelos outros fiéis.
“A única diferença é que o meu confessionário foi limpo com muito cuidado antes. Quando você chega ao confessionário pela manhã e vê uma equipe inteira limpando e esfregando, é algo realmente diferente. Eu costumava entrar e tirar o pó sozinho com um pano”, disse o franciscano.
Frei Otmar disse que foi especial o Papa Francisco ter se confessado em público e de joelhos “e depois usado o meu confessionário para ouvir confissões de outros padres”.
Ao ser questionado sobre qual penitência daria hoje ao Santo Padre, respondeu entre risos:
“Hoje eu daria ao Papa uma penitência diferente. Uma penitência da língua. Às vezes a língua dele é muito rápida”.
Franciscanos confessores
Francisco Otmar deixou a Suíça, sua terra natal, no ano de 2004, final do pontificado do Papa João Paulo II. Sobre ser escolhido para assumir tal função, afirmou:
“Foi provavelmente o meu talento para os idiomas que foi decisivo, já que falo italiano, alemão e francês”, disse.
O franciscano contou também que é um costume franciscanos serem nomeados para servir como confessores na Basílica de Latrão e passar a morar no território da igreja.
“Acima do teto da igreja estão os apartamentos dos oito frades franciscanos que se sentam nos oito confessionários durante o dia”.
Fonte: ACI Digital