Na Igreja Católica há 43 dogmas, que são verdades de fé. Compreenda mais sobre o Dogma da Santíssima Trindade.
Na Igreja Católica há 43 dogmas. Percorremos até então os 4 primeiros Dogmas: sobre a existência de Deus, depois o Dogma da Existência de Deus como objeto de fé, o Dogma da Unidade de Deus e o que trata a eternidade de Deus: Deus é eterno.
Chegamos ao quinto e último Dogma que compõe as afirmações e verdades sobre Deus: A Santíssima Trindade.
Este Dogma trata a realidade trinitária de Nosso Senhor: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, três pessoas formam um único Deus.
O mistério da Trindade é muitas vezes incompreensível para as nossas limitações humanas. Como um só Deus pode ser ao mesmo tempo “ser divido” em três?
Talvez não chegaremos a uma conclusão palpável, mas recordemos, por exemplo, que o próprio Jesus disse que Ele estava no Pai e vice-versa.
“Senhor – disse-lhe Filipe – ‘ mostra-nos o Pai, e isto nos basta’. Disse-lhe Jesus: ‘Filipe, faz tanto tempo que estou convosco e tu não me conheces? Quem me viu, viu o Pai!
Como é que podes dizer: ‘Mostra-nos o Pai’? Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo, não as digo de mim mesmo; mas o Pai que mora em mim realiza suas obras’.” (João 14, 8)
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O Catecismo da Igreja Católica (CIC) também nos ensina que as pessoas divinas da Trindade não são divididas entre si, ou seja, são Deus por inteiro.
“O Pai é aquilo mesmo que o Filho, o Filho aquilo mesmo que o Pai, o Pai e o Filho aquilo mesmo que o Espírito Santo, ou seja, um único Deus por natureza». «Cada uma das três pessoas é esta realidade, quer dizer, a substância, a essência ou a natureza divina».” (CIC, 253)
Vale também refletir uma frase de Santo Agostinho:
“A Santíssima Trindade é composta por Aquele que ama (Pai), o que é amado (Filho) e o próprio Amor que os une (Espírito Santo)”
Por isso, ao falarmos da Santíssima Trindade e afirmar que cremos nesta unidade trinitária, podemos refletir sobre um pensamento do saudoso Papa Francisco:
“[…] A Trindade nos ensina que nunca se pode ficar sem o outro. Não somos ilhas, estamos no mundo para viver à imagem de Deus: abertos, necessitados dos outros e necessitados de ajudar os outros.”