Mama Antula: primeira santa argentina canonizada por Papa Francisco

Papa Francisco fala da audácia apostólica de Mama Antula que inspira a muitos conterrâneos da Argentina.
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Maria Antónia de San José de Paz e Figueroa tinha olhar compadecido e atuante aos mais necessitados

Neste domingo (11), Papa Francisco presidiu a missa de canonização da primeira santa argentina, Maria Antónia de San José de Paz e Figueroa, mais conhecida como Mama Antula. Milhares de fiéis vindos da Argentina e o presidente Javier Milei compareceram na celebração na Basílica de São Pedro.

O Santo Padre pediu que tenhamos o fervor e a audácia apostólica de Mama Antula, que se deixou tocar por Deus e com a força do seu Espírito, tornou-se testemunha do amor que salva.

“Ela foi uma viajante do Espírito. Percorreu milhares de quilômetros a pé, por desertos e estradas perigosas, para levar Deus. Quando os jesuítas foram expulsos, o Espírito acendeu nela uma chama missionária baseada na confiança na providência e na perseverança.”

Mama Antula

Vatican Media
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Maria Antonia de Paz e Figueroa conhecida como Mama Antula, modo como o povo de língua quéchua pronunciava a palavra “Antônia”, nasceu em 1730, em Santiago del Estero, região noroeste da Argentina. Sua família era conhecida por serem conquistadores e governantes e passou a sua infância no campo, em estreito contato com o povo simples e com a espiritualidade inaciana, accessível a ela na paróquia dirigida por jesuítas.

Aos 15 anos decide consagrar-se. Naquela época, porém, todos os conventos eram de clausura, o que não atendia à sua vocação.

Assim, resolve fazer uma consagração particular, e toma o nome de Maria Antonia de São José. Decide vestir-se com a túnica preta dos jesuítas e, reunindo-se a outras mulheres que também optaram pela consagração particular, vivem numa comunidade de vida ativa.

Em 1767, Carlos III decide expulsar os Jesuítas da América do Sul. Mamá Antula dando-se conta da tremenda perda espiritual para o povo que essa expulsão representava, decide evitar o dano e manter a prática dos Exercícios de Santo Inácio. Isto não foi bem-visto pela sociedade. O ambiente era hostil, mas Mamá Antula persevera em seu intento.

De 1768 a 1770, caminhando sozinha – peregrina, descalça e a pé – vai convidando as pessoas, uma a uma, a fazer os Exercícios Espirituais. É chamada de louca, bêbada, bruxa, mas não se detém e percorre grande parte dos municípios argentinos.

Com muitos desafios, segue incansável até o dia de sua morte, aos 69 anos, no dia 7 de março de 1799. Quando morreu, calcula-se que umas 80.000 pessoas haviam se beneficiado dos Exercícios de Santo Inácio de Loyola. Foi beatificada no dia 27 de agosto de 2016 em Santiago del Estero pelo cardeal Angelo Amato, enviado especial do Papa Francisco.

Dia Mundial do Enfermo

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Na homilia, também recordou o Dia Mundial dos Enfermos. A primeira Leitura e o Evangelho falam da lepra, uma doença que causa a progressiva destruição física da pessoa e, que muitas vezes, está associada a marginalização e preconceito. O Santo Padre nos mostra quais são as lepras atuais, em sua opinião:

Medo, preconceito e falsa religiosidade: aqui estão três causas de uma grande injustiça, três ‘lepras da alma’ que fazem sofrer uma pessoa frágil, descartando-a como qualquer desperdício, não se trata de coisas só do passado”.

E a cura, segundo o Pontífice, é deixar-se tocar por Jesus na oração e na adoração, assim como Jesus decidiu tocar o leproso para curá-lo.

“Se nos deixarmos tocar por Ele na oração, na adoração, se Lhe permitirmos agir em nós através da sua Palavra e dos Sacramentos, o seu contato muda-nos realmente, cura-nos do pecado, liberta-nos de fechamentos, transforma-nos para além daquilo que podemos fazer sozinhos, com os nossos esforços“.

Fonte: Vatican News e Mosteiro de Itaici

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