Na Solenidade da Assunção da Virgem Maria, Santo Padre pede que enxerguemos Maria sempre em caminho, como discípula de Jesus
No dia 15 de agosto, a Igreja celebra a Solenidade da Assunção da Virgem Maria. Entretanto, a Igreja aqui no Brasil celebrará a festa litúrgica no próximo domingo (18). No Angelus desta quinta-feira, o Papa Francisco refletiu o Evangelho da liturgia proposto para esta Solenidade (Lc 1,39-56), sobre a visita de Nossa Senhora à sua prima Isabel, afirmando que, neste momento, toda a sua vida foi reservada ao caminhar.
“Essa primeira viagem, na realidade, é uma metáfora de toda a sua vida, pois, a partir desse momento, Maria estaria sempre em caminho, seguindo Jesus como discípula do Reino. E, ao final, sua peregrinação terrena se encerra com a Assunção ao Céu, onde, junto a seu Filho, goza para sempre da alegria da vida eterna.”
Por fim, pediu para não imaginarmos Maria como uma “estátua imóvel de cera”, mas uma “irmã com sandálias gastas e com tanto cansaço nas veias”, concluindo assim sua viagem à glória do Céu. “Assim, a Virgem Santa é aquela que nos precede no caminho, lembrando a todos nós que também a nossa vida é uma viagem contínua rumo ao horizonte do encontro definitivo”, concluiu o Papa Francisco.
O Papa voltou a falar de paz e a rezar pelas populações extenuadas pelas guerras:
“A Maria, Rainha da Paz, que hoje contemplamos na glória do Paraíso, gostaria de confiar mais uma vez as ansiedades e as dores das populações que, em muitas partes do mundo, sofrem devido às tensões sociais e às guerras. Penso em particular na martirizada Ucrânia, no Oriente Médio, na Palestina, Israel, Sudão e Mianmar. Que a nossa Mãe celeste obtenha para todos consolação e um futuro de serenidade e harmonia!”