Usamos aplicativos para trocar mensagens o tempo todo, às vezes antes mesmo do café da manhã.
A maioria de nós chegou às redes sem “pais digitais”, aprendendo na prática o que é educado, o que é gentil e o que fere. No entanto, como cristãos, somos convidados a ir além da etiqueta, somos chamados a viver o amor ao próximo também nas conversas on-line.
Mas você já parou para pensar que ali é, do mesmo modo, um espaço para viver a caridade? O Catecismo da Igreja Católica (CIC), no item 1822, ensina que ela é a “a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas por Ele mesmo, e ao próximo como a nós mesmos, por amor de Deus.”
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Virtudes teologais: a caridade
Abaixo, alguns gestos simples que fazem toda diferença:
1. Não julgue pela resposta ou pela falta dela
Nem todo mundo tem o mesmo ritmo de mensagens. Há quem trabalhe demais, cuide de filhos, esteja em viagem ou simplesmente precise de um tempo longe da tela.
Responder devagar não significa desinteresse e interpretar assim pode gerar mágoas desnecessárias.
2. Cuidado com o “silêncio frio”
Sabe quando alguém manda uma pergunta ou um convite num grupo e ninguém responde? O silêncio também fala e às vezes dói.
Se não quiser expor algo em público, responda em particular. O importante é não deixar o outro no vácuo.
3. Incluir é um gesto de amor
Nos grupos de amigos, família, trabalho ou paróquia, vale estar atento: será que todos que deveriam estar foram adicionados?
A exclusão, mesmo que involuntária, pode machucar. Você pode avisar o administrador quando notar uma ausência é um ato de cuidado.
4. Saia com delicadeza
Quer deixar um grupo? Tudo bem! Mas faça isso com gratidão e respeito.
O ideal é mandar antes uma mensagem privada ao administrador, explicando com gentileza. Evite declarações do tipo “não aguento mais esse grupo” elas soam como porta batendo.
Sair com elegância é como se despedir de uma festa: agradecendo, sorrindo e desejando o bem.
5. Antes de bloquear, experimente o silêncio
Bloquear alguém é um ato forte e, às vezes, definitivo.
Antes disso, recorra a outras alternativas:
- Silenciar notificações;
- Arquivar conversas;
- Ajustar a privacidade;
- Restringir mensagens em grupos.
Bloquear pode cortar uma ponte que, mais tarde, poderia ser caminho de reconciliação.
A caridade também está on-line
A caridade não se vive só no abraço, mas também na forma como respondemos, incluímos e até silenciamos.
Cuidar das palavras e das reações no digital é cuidar de pessoas reais que sentem, esperam e precisam ser tratadas com respeito e ternura.
Porque, mesmo on-line, o mandamento continua o mesmo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 22,39)
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Fonte: Aleteia