O que pode me impedir de ser padre?

O que pode impedir alguém de se tornar um padre? Afinal, não é preciso somente ser chamado por Deus? Confira!
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Vamos aprender sobre mais uma dúvida vocacional e entender alguns impedimentos para quem deseja seguir esta vocação

Você já parou pra pensar o que pode impedir alguém de se tornar um padre?

Afinal, não é preciso somente ser chamado por Deus? Algo pode dar errado?

Vem comigo e vamos aprender sobre mais uma dúvida vocacional e entender alguns impedimentos da Lei da Igreja para quem deseja seguir esta vocação.

Acompanhe no vídeo ou leia abaixo:

Toda vocação é um chamado de Deus para segui-lo mais de perto. É um chamado a olhar para si, para o seu eu interior e analisar suas potencialidades, como também suas imperfeições.

Deus sempre chama e sempre é tempo de segui-Lo, de ir trabalhar para o seu Reino, como bem lembra o Evangelho de São Mateus, na “parábola dos trabalhadores enviados à vinha”.

Toda vocação é um abandonar-se à Providência divina e não ter medo. São Marcos, em seu Evangelho, nos lembra disso ao recordar quando Jesus diz: “Tome a sua cruz e me siga”.

Toda vocação é nutrida por uma íntima união com Deus por meio da oração e de uma vida sacramental assídua. Dentre as inúmeras vocações que Deus concede ao ser humano, existe a vocação à vida religiosa e sacerdotal.

No entanto, antes de um jovem ingressar em uma casa formativa, ou receber as ordens, ou mesmo professar os votos religiosos, é preciso averiguar alguns critérios básicos. Veja quais são:

– Verificar as suas qualidades humanas e morais;

– Constatar as suas qualidades espirituais e intelectuais;

  • Examinar a sua saúde física e psíquica;
  • Averiguar sua reta intenção em se consagrar perpetuamente ao serviço do Reino de Deus.

Para se tornar um padre, para receber os graus da ordem, a Igreja conta com a orientação do Código de Direito Canônico, que são como suas leis. Este código tem como objetivo guiar os cristãos quanto aos seus direitos e deveres uns para com os outros.

Neste livro de leis, existem algumas das qualificações para que um candidato possa receber um dos graus da ordem.

Mas antes, uma breve explicação:

Os três graus do sacramento da ordem representam os bispos, presbíteros e diáconos ou, de outra forma, o episcopado, o presbiterado e o diaconato.

Vamos agora ver quais são as qualificações para se tornar um padre:

– Que seja homem, com idade igual ou superior a 25 anos;

– Que tenha os sacramentos da iniciação cristã em dia, e possua fé íntegra e reta intenção;

– Que possua a ciência devida, goze de boa reputação, e seja íntegro no costume e de virtude comprovada, além de qualidades físicas e psíquicas.

Essas são as qualificações e são muito importantes, mas para responder à nossa dúvida vocacional, vou apresentar algumas situações que impedem um homem de receber as ordens inerentes à ordenação sacerdotal.

– doenças psíquicas;

– ser casado ou ter tentado o matrimônio, mesmo que somente civil;

– também é um impeditivo, exercer algum ofício incompatível com o estado clerical: como por exemplo: estar vinculado a cargos públicos que implicam participação no exercício do poder civil ou em uma atividade comercial com o objetivo somente de angariar lucros.

Agora você pode me perguntar: Os diáconos permanentes também possuem o ministério ordenado e podem ser casados! Como?

Quem pode ser diácono permanente?

No caso deste grau da ordem, os homens que forem casados precisam ter o consentimento da esposa para assumir o diaconato permanente. Esses precisam ter, no mínimo, 35 anos completos. Já se for solteiro, deve ter completado 25 anos de idade.

Como vimos, a vocação presbiteral possui uma grande beleza, visto que o candidato renovado em seu coração com o Espírito de santidade, passa a ser exemplo e testemunho do Evangelho, o qual, pela graça do Espírito Santo é chamado a anunciar até os confins terra.

Também, aquele que recebe a ordem do presbiterato é chamado a ser ministro da reconciliação dos pecadores e ânimo para os enfermos, por meio dos sacramentos da Penitência e da Unção dos Enfermos.

Eles também são ministros da graça do novo nascimento, da água e do Espírito, pela graça do santo batismo.

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