São Geraldo Majella e seu amor ao Cristo Crucificado

Desde a infância, o Santo Irmão Redentorista expressou amor à cruz com gestos concretos, cultivando espiritualidade marcada por penitência e entrega total a Deus
Imagem Escultura de Sao Geraldo Majella do artigo São Geraldo Majella e seu amor ao Cristo Crucificado

Santo Irmão Redentorista viveu profunda união com Cristo crucificado, oferecendo sofrimentos com fé e alegria, transformando dores em caminho de santidade

O amor a Jesus Cristo crucificado é uma das características essenciais da espiritualidade de São Geraldo. Ele se identificou profundamente com Jesus no Calvário e se propôs a imitá-lo fisicamente, enquanto aguentasse. Este era o sentido que animava suas penitências, jejuns e mortificações.

Os ícones e as imagens apresentam Geraldo com um crucifixo nos braços, mostrando que ele viveu centrado na paixão de Cristo, contemplando o amor do Pai por nós. Durante a sua última doença, pediu que colocasse na parede, em frente à sua cama, um grande crucifixo, todo dilacerado e ensanguentado.

São Geraldo uniu os seus sofrimentos aos de seu Redentor, “completou na carne o que faltou ao sofrimento de Cristo”, como ele mesmo afirmou numa carta à Irmã Maria, em 1754; “Escrevo-lhe debaixo da cruz… São tão acerbas minhas dores que causam espasmos de morte”.

Santuário de Materdomini.
Quarto onde São Geraldo morreu. (Santuário de Materdomini.)


Orações de São Geraldo para as mães e gestantes

Seu amor e identificação por Jesus Cristo Crucificado vêm desde a infância. No teto da Basílica de São Geraldo, em um dos painéis que retratam a vida de seu patrono, encontramos a cena da Cruz Iluminada.

Esse fato está muito bem narrado no livro São Geraldo Majela, de autoria do missionário redentorista Pe. Braz Delfino Vieira: “Certa vez, ele fez uma cruz com uns galhos secos, prendeu-a a um tronco de carvalho e comandou o bando: ‘De joelhos! Adoremos a cruz de Jesus!’”.

A criançada, de olhos grandes e sem entender, prostrou-se reverente. Alguém que presenciou o acontecido testemunhou que, de certa forma, a árvore ficou toda iluminada como um altar cheio de velas. E desta sarça ardente surgiu o Menino Jesus trazendo para Geraldo um pãozinho branco como a neve.

São Geraldo e a história do pãozinho branco

Muitas vezes, os sofrimentos se tornam inevitáveis em nossa vida. São Geraldo nos ensina a aceitá-los como vindos das “mãos de Deus” e utilizá-los para o nosso crescimento espiritual, fortalecendo a nossa união com Deus. Ele estava sempre alegre e afável, mesmo nas mais penosas enfermidades.

O mais bonito em Geraldo é que ele contemplou no rosto dos pobres e mais abandonados o Cristo Crucificado. Nos conventos em que residiu, formaram-se longas filas de pedintes, pois como afirmou Padre Caione, um de seus contemporâneos:

“Não se pode exprimir a caridade com a qual Geraldo tinha compaixão deles e os socorria. Fazia-se tudo a todos… Consolava-os, com suas palavras falando-lhes do céu, instruía-os nas coisas da fé, fazia-lhes algum sermão devoto, depois dispensava-os com a esmola, mandando-os de volta duplamente consolados”.

Que, seguindo o exemplo de São Geraldo, possamos utilizar os sofrimentos, que nos forem inevitáveis, para o nosso crescimento na fé e na solidariedade com os nossos irmãos.

Leia mais sobre São Geraldo em A12.com/saogeraldo

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