Querido(a) leitor(a) da Revista de Aparecida, continuamos nossa jornada catequética pela Fachada Norte. Hoje, vamos refletir sobre a cena das pragas do Egito. Para melhor compreender, abra sua Bíblia e leia as seguintes passagens: Êx 7,14–25; 8,1–11; 12–15; 16–28; 9,1–7; 8–12; 13–35; 10,1–20; 21–29; 11,1-10
O triângulo inicial na criação é muito claro: Deus Pai, Adão — que deveria cada vez mais se descobrir filho — e o universo como habitação do homem, de modo que o homem possa ter uma morada belíssima e que tudo o que nela toque e veja, tudo aquilo que ele pise ao caminhar, conduza-o ao doador, que preparou para ele essa casa tão magnífica.
O pecado desestruturou o mundo, justamente porque impede a relação e leva cada um a afirmar a si mesmo, a ser o epicentro, o rei do universo — ou ao menos do pequeno quintalzinho que conseguir governar. É isso que trouxe a morte à terra: o pecado crava o eu à sua própria natureza e busca sugá-la para se impor.
O faraó é a expressão egoísta, poderosa, prepotente desse material do qual o homem desprovido do Espírito é constituído e, por isso, tem a impressão de que domina tudo. O egoísmo é destruído justamente por meio do cosmo. Serão as pragas, calamidades naturais das quais o Pai se serve, a mover o egoísta alicerçado em si mesmo, que pensa dominar tudo mediante a própria vontade.
O pobre faraó desmorona quando seus primogênitos são afetados. A sua existência, que estava absolutamente assegurada pela posse, até mesmo do seu futuro, se encontra agora ameaçada. As pragas revelam que, sem respeitar o triângulo Deus-homem-terra, nós destruímos a nós mesmos, aos outros e à terra. Mas Deus é o Pai do Cordeiro, não é um ditador. O homem não pode imitar a Deus ao modo do faraó, mas somente ao modo do Cordeiro. Caso contrário, arruinará tudo.
Acompanhe mais um episódio do Cena a Cena e entenda melhor essa cena tão emblemática:
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