Romaria de Lorena inicia peregrinação rumo aos 90 anos da Diocese

Celebração presidida por Dom Wladimir dá início a um ano celebrativo que culminará na comemoração dos 90 anos da criação da diocese lorenense, em 2027.
Imagem Romaria da Diocese de Lorena abertura das comemoracoes dos 90 anos da diocese 23052026 12h do artigo Romaria de Lorena inicia peregrinação rumo aos 90 anos da Diocese

Celebração presidida por Dom Wladimir dá início a um ano celebrativo que culminará na comemoração dos 90 anos da criação da diocese lorenense, em 2027.

Neste sábado, 23 de maio, o Altar Central do Santuário Nacional de Aparecida acolheu milhares de fiéis da Diocese de Lorena/SP. A celebração das 12h marcou o início oficial da peregrinação missionária em preparação para o jubileu de 90 anos de existência da diocese, que serão celebrados no próximo ano, em 30 de julho de 2027.

O momento contou com a acolhida do Padre José Ulysses da Silva, C.Ss.R., missionário redentorista, e foi acompanhado de perto por uma expressiva representação do povo de Deus das cidades que compõem o território diocesano. A intenção principal da romaria foi colocar os próximos passos da evangelização sob o olhar e a proteção de Nossa Senhora Aparecida.

A Santa Missa foi presidida por Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias, bispo diocesano de Lorena, e concelebrada por Dom Benedito Beni dos Santos, bispo emérito.

Gustavo Cabral/ A12
Gustavo Cabral/ A12

A Diocese de Lorena em números

Criada em 1937 após o desmembramento da Diocese de Taubaté, a Diocese de Lorena hoje conta com 34 paróquias, 42 padres e 28 diáconos permanentes, distribuídos por 13 municípios da região do Vale do Paraíba e da Serra da Mantiqueira: Arapeí, Areias, Bananal, Cachoeira Paulista, Canas, Cruzeiro, Cunha, Lavrinhas, Lorena, Piquete, Queluz, São José do Barreiro e Silveiras.

Comunhão na diversidade e o sopro da paz

Durante a homilia, o bispo concentrou sua mensagem na unidade da Igreja diante dos desafios do mundo contemporâneo, resgatando o mistério de Pentecostes e a rica história de evangelização na nossa região.

O dinamismo da ação do Espírito Santo e o papel acolhedor de Maria foram os pontos-chave da reflexão.

1. A riqueza de sermos diferentes, mas unidos

O bispo lembrou que a Igreja é uma grande família e que a verdadeira beleza está em somar as nossas diferenças para construir uma comunidade viva, onde ninguém caminha sozinho.

“O Espírito Santo não faz os iguais. Ele distribui dons, carismas, vocações para a construção do mesmo corpo”, afirmou o bispo. Segundo ele, essa união gera uma verdadeira rede de amor: “Não é isolamento, é comunhão. Cada um transmite a mensagem com sua própria luz”.

2. O clamor pela paz em nossas famílias e comunidades

Diante de uma sociedade atual ferida por desentendimentos, a mensagem de Jesus chega como um bálsamo necessário para os lares.

“Vivemos em um mundo marcado por divisões, polarizações, guerras, violência e incongruências, semeando conflitos também dentro das famílias e até das comunidades”, lamentou Dom Wladimir. Como resposta, ele apontou o remédio da fé: “A paz verdadeira é a paz do Espírito Santo, a paz de quem se encontra com Jesus. Uma paz tão necessária em nossos dias: no nosso coração, no mundo e nas incertezas“. O bispo pediu que a preparação para o jubileu seja “um sinal de comunhão e participação, sempre construindo pontes e nunca muros”.

3. A força da Ressurreição diante dos medos

Recordando o Evangelho em que Jesus entra no Cenáculo com as portas trancadas e sopra o Espírito Santo sobre os apóstolos, o bispo deixou uma mensagem de coragem para quem enfrenta momentos difíceis.

“Jesus entra no Cenáculo mesmo com as portas fechadas. Nenhuma porta é capaz de impedir a ação do Ressuscitado”, garantiu. Ele explicou o sentido profundo desse gesto de Cristo:

“Este sopro recorda o próprio ato da Criação. Assim como Deus soprou a vida sobre o homem no início, agora Jesus ressuscitado sopra a vida nova sobre a humanidade ferida pelo pecado. O Espírito Santo recupera a nossa força, nos inova e nos santifica”.

Sob o manto de Nossa Senhora

A celebração terminou com a Consagração a Nossa Senhora Aparecida e o envio missionário. Dom Wladimir expressou o desejo de que este ano festivo impulsione uma Igreja cada vez mais samaritana e acolhedora, rezando para que a presença da Padroeira toque profundamente o coração de cada fiel:

Queremos continuar caminhando com Ela rumo aos 90 anos da nossa diocese. Que Nossa Senhora Aparecida conduza cada paróquia, cada família e cada lar onde Ela for convidada a entrar, fortalecendo cada sacerdote e cada agente pastoral, para sermos uma Igreja cada vez mais missionária, sinodal e acolhedora — do bispo ao fiel mais simples.

Reveja:

Confira a programação completa do fim de semana no Santuário Nacional

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