Lançado em Roma por meio do Bicentenário das relações entre Brasil e Santa Sé, obra contém imagens históricas, documentos diplomáticos e análises institucionais
O diálogo entre o Brasil e a Santa Sé ao longo de dois séculos é o tema central do livro “De Leão a Leão – 200 anos Brasil–Santa Sé”, lançado em Roma para as comemorações do bicentenário das relações diplomáticas entre o Estado brasileiro e a Sede da Igreja Católica, estabelecidas em 23 de janeiro de 1826.
Organizado pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, o livro apresenta uma ampla cronologia fotográfica. O material foi construído a partir de pesquisa histórica criteriosa com documentos, imagens e textos que ajudam a compreender a continuidade e a evolução desse vínculo institucional.
O nome do livro faz referência ao Papa Leão XII, que recebeu as cartas credenciais de Monsenhor Francisco Corrêa Vidigal, enviado a Roma pelo Imperador Dom Pedro I, para efetuar gestões em favor do reconhecimento da independência, que havia sido proclamada em 1822.
E também ao atual Sucessor de Pedro, Papa Leão XIV, que celebra junto à Igreja no Brasil os 200 anos das relações diplomáticas que seguem bem-sucedidas.
➕ Como teve início as relações diplomáticas do Brasil e Santa Sé?
Edição bilíngue e colaboradores
Editado pelo Instituto Redemptor, o livro é bilíngue, com textos em português e italiano. O prefácio é assinado pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, figura-chave da diplomacia vaticana contemporânea.
A obra conta ainda com contribuições de autores convidados. Entre eles está a jornalista Ilze Scamparini, conhecida por sua cobertura do Vaticano. A fotografia de capa é de Ricardo Stuckert, fotógrafo reconhecido por registros de eventos históricos e institucionais.
Como anexo, o livro traz o texto integral do Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé, firmado em 2008. O documento estabelece bases jurídicas para a cooperação entre as duas partes no contexto atual e representa um marco nas relações bilaterais.
Dom Orani foi a Roma durante as celebrações e, em uma audiência, mostrou a obra para o Papa Leão XIV:
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Fonte: Vatican News/CNBB/@arqrio