Destemido missionário: conheça a história do Padre Carmine Fiochi

Redentorista trouxe inúmeros pecadores de volta a Deus, ajudando a santificar o clero de várias dioceses. Saiba mais!
Imagem Pe Carmine Fiochi do artigo Destemido missionário: conheça a história do Padre Carmine Fiochi

Redentorista fez sua profissão religiosa diretamente nas mãos de Santo Afonso, em 1744

Padre Carmine Fiocchi nasceu em Gaiano, na diocese de Salerno, filho de virtuosos pais, em uma sexta-feira, dia 13 de junho de 1721. Desde os seus primeiros anos de vida se transformou em um modelo de fervor.

A oração era o seu prazer, e se mostrou tão ávido de penitência, que sua mãe precisou tirar dele os instrumentos de mortificação, com as quais flagelava o seu corpo inocente.

Tendo evoluído bem ao longo dos anos, seus pais o enviaram a Nápoles, para que pudesse receber uma educação semelhante àquela que seus conterrâneos de maior fortuna recebiam na capital do Reino.

Em Nápoles, se distinguiu muito nos estudos, mantendo-se, porém, firme na prática da misericórdia e da piedade, para que a sua bela alma, cheia do amor de Jesus Cristo, pudesse desprezar todas as vãs bajulações deste mundo.

Vida sacerdotal e religiosa

Entrando no Seminário de Salerno, o jovem Carmine Fiocchi logo recebeu o acolitato e o subdiaconato. No entanto, desejando ser de Deus sem reservas e sem medidas, aspirava mesmo era a vida religiosa. Depois de um tempo de discernimento e de muita oração, escolheu entrar na Congregação fundada por Santo Afonso Maria de Ligório.

Escreveu então ao Santo Fundador que, depois de examinar sua vocação, lhe respondeu que era de Deus e que Nosso Senhor o queria tudo para si, dizendo que a decisão deveria ser tomada imediatamente.

Estimulado por estas palavras, o fervoroso seminarista viajou para Ciorani, afim de começar lá o seu noviciado.

Scala News
Igreja Madre de Ciorani (Scala News)

Seus pais, apesar de sua piedade, ficaram abalados com a sua decisão e, esquecendo a ternura da carne e do sangue, recorreram às autoridades civis que decidiram que, a fim de ter sucesso no interrogatório, ordenaram que o jovem noviço fosse enclausurado num Convento de Salerno, onde poderiam examinar e provar melhor o intento de seu chamado.

Mas fortalecido com a ajuda do céu, o jovem Carmine Fiocchi triunfou contra todos os obstáculos e, feliz, pode voltar ao noviciado, onde fez sua profissão religiosa diretamente nas mãos de Santo Afonso, em 8 de maio de 1744. A Congregação por ele fundada tinha apenas doze anos nesta ocasião.

Destemido missionário

Assim que Carmine Fiocchi tornou-se padre, foi destinado ao trabalho das missões. Foram grandes as conquistas desse homem verdadeiramente apostólico. Sem medo de errar, pode-se dizer que o Pe. Fiocchi foi um dos maiores missionários da Congregação Redentorista e nos mais de trinta anos que passou neste laborioso ministério, trouxe inúmeros pecadores de volta a Deus, ajudando a santificar o clero de várias dioceses, reacendendo o fervor em muitos mosteiros.

Com apenas 28 anos foi chamado para reger a casa redentorista de Pagani e, em 1750, após a morte de Pe. César Sportelli, Santo Afonso o inscreveu entre os Consultores Gerais da Congregação.

Todas as virtudes religiosas brilharam intensamente em Pe. Fiocchi, mas, acima de tudo, se destacava o seu fervor na oração, o espírito de mortificação, o seu amor a Maria Imaculada e sua devoção a Nossa Senhora das Dores.

A Capela de Nossa Senhora das Dores no Colégio de Pagani, no primeiro andar, foi feita em sua reitoria, em 1752.

Não tinha comparação o amor que ele sentia por Jesus Sacramentado e quando celebrava o santo sacrifício no altar, seu rosto parecia o de um serafim.

Este digno filho de Santo Afonso subiu para o descanso eterno, invocando docemente o nome de Maria, em 22 de abril de 1776, aos 55 anos de idade e 34 de congregação, na enfermaria do Mosteiro de São José, em Fisciano. Quatro anos após a sua morte o seu corpo foi encontrado corrompido.

Relação com São Geraldo

Como reitor na casa de Deliceto, quando lá viveu São Geraldo, teve a oportunidade de, por várias vezes, admirar a grande santidade deste nosso taumaturgo, e as maravilhas que Deus operou através dele, com a conversão de grandes pecadores.

Um dia, encontrando-se em Melfi, para realizar o desejo do bispo, que tanto desejava conhecer o Irmão Geraldo, que estava em Deliceto, mentalmente deu-lhe a ordem de ir para Melfi, e no dia seguinte lá estava ele para a grande surpresa do Bispo.

São Geraldo e seu amor ao Cristo Crucificado

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