Podemos aprender a ser como Maria
O modelo do discípulo, o modelo do coração que escuta e que corresponde, perfeitamente, à vontade de Deus, é Maria. Finalmente, converter-se é aprender a ser como Maria.
E não é difícil assemelhar-se a Maria; isto é fácil, é bem simples! Deus é simples. Nós é que somos complicados!
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Para nos assemelharmos a Maria, vamos aprender a conhecê-la graças ao Evangelho.
Em Nazaré, por exemplo, Maria saía de casa, com frequência. Aliás, a “Igreja a florescer”, como menciona o Papa Francisco, tem, é claro, Maria como modelo.
Ela vai ao encontro das outras mulheres da aldeia, assim como quis atender os convidados das Bodas de Caná.
Ela se dirige a todos com bondade; Maria é benevolente, indulgente. Nenhuma crítica sai de seus lábios. Ela fala do bem, das coisas boas e encoraja as pessoas; às vezes consola.
Sua doçura é a sua força. (…) A alegria e a humildade são irmãs gêmeas que se alimentam mutuamente. Dom Bosco disse: “Lembre-se, o diabo tem medo das pessoas felizes.” Lembre-se muitas vezes desta frase: “o diabo tem medo das pessoas felizes!”.
Pêre Emmanuel Gobilliard
O mais emocionante mês de Maria que vivi…
“O mês de Maria mais emocionante que eu já vivi, foi na ilha dos leprosos, em Molokai, no arquipélago do Havaí” — relata um padre missionário, encarregado de começar o mês de Maria, instalando a estátua de Nossa Senhora de Fátima, na presença dos leprosos que viviam na ilha.
Diante da assembleia constituída de pobres trapos humanos, o Padre sentia-se constrangido de ter de apresentar à sofrida plateia, aquela Madonna tão bela… Eis, então, que ele foi chamado para dar assistência a um leproso moribundo, que desejava saudar a estátua de Nossa Senhora, antes de morrer…
O Sacerdote chegou até o agonizante, levando a estátua da Virgem Maria, porém, tropeçou na escada e caiu. Com os membros doloridos, ao levantar, constatou que as mãos da Virgem, assim como o seu rosto ficaram bastante lesados: manchas escuras nas faces, onde o verniz se desfez, dando a impressão de lesões; o sorriso desaparecera; somente os olhos que permaneceram intactos, olhavam com a mesma doçura…
No entanto, ao ver a estátua, o moribundo, se iluminou com tal elã de alegria e de amor, que tivemos a graça de presenciar aquele momento, como se fosse o reencontro entre Mãe e filho…
Nossa Senhora quis ser inteiramente a Mãe de todos nós. Pelo amor de seu Filho, ela renunciou à sua majestade celestial…”
Relatado pelo irmão Albert Pfleger
Em Fioretti de la Vierge Marie (Fioretti da Virgem Maria), Éphêse
Fonte: www.laneuvaine. fr