“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9)
A Igreja Católica no Brasil manifestou sua solidariedade ao povo do Rio de Janeiro diante dos graves episódios de violência ocorridos nesta semana, após uma megaoperação policial que resultou na morte de mais de 120 pessoas nos Complexos do Alemão e da Penha. Moradores relataram situações de terror, remoção irregular de corpos e marcas de violência em diversos casos, enquanto as autoridades continuam investigando os fatos.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reafirma que a vida e a dignidade humana são dons sagrados de Deus, que devem ser sempre preservados. Em nota oficial, a CNBB destaca a importância da paz e do respeito à vida, e se une às famílias atingidas, pedindo a Cristo, Príncipe da Paz, que fortaleça a população e inspire as autoridades a promoverem justiça e reconciliação.
LEIA A NOTA DA CNBB NA ÍNTEGRA
O Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Cardeal Tempesta, expressou sua dor e proximidade pastoral com os familiares das vítimas.
Em sua mensagem, Dom Orani lembra que os cristãos são chamados a ser construtores da paz, superando o ódio, a vingança e a indiferença, e que a proteção da vida e a promoção da justiça devem ser prioridade para todos.
Um pedido insistente de oração
Em meio à dor e à indignação, a Igreja convida o povo brasileiro a perseverar na oração:
- pela conversão dos corações;
- pela atuação responsável das autoridades;
- pela proteção dos jovens e das famílias que vivem sob a ameaça do medo;
- pela construção de uma paz que seja real e duradoura.
E confia essas intenções à intercessão de Maria, Rainha da Paz:
“Que Maria, Rainha da Paz, interceda pelo povo do Rio de Janeiro e nos ajude a construir uma sociedade mais fraterna e segura.”
Para rezar:
“Senhor Jesus, Príncipe da Paz, fortalece o coração dos que sofrem, consola as famílias, inspira nossas autoridades e faz de nós instrumentos da tua paz. Amém.”
A Igreja reforça que a paz e o respeito à vida não podem ser apenas palavras, mas atitudes concretas que promovam dignidade, proteção e justiça para todos.
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Fonte: CNBB/ Arquidiocese do Rio de Janeiro